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Baldessari, John
John Baldessari (National City, EUA, 1931 - Los Angeles, EUA, 2020)Baldessari Sings LeWitt, 1971- Baldessari canta LeWitt, 1971
- Vídeo (Betacam), p/b, som, 15', PAL
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- Esta vídeo-performance parte da apropriação de "35 Sentences on Conceptual Art" [35 Proposições sobre arte conceptual] de Sol LeWitt, um dos textos fundamentais para o desenvolvimento da arte conceptual publicado na revista "Art-Language" em 1969. Humoristicamente, Baldessari canta cada uma dessas frases-manifesto com a melodia de canções populares, retirando-as do seu recolhimento teórico para ampliar a sua alçada a um público potencialmente mais vasto. Simultaneamente um tributo e uma crítica, "Baldessari Sings LeWitt" reflete a apreensão do artista pelo facto de alguém poder reclamar uma posição de autoridade na arte. Paralelamente, a obra explora o potencial democrático do vídeo como meio.Intrinsecamente ligado ao conceptualismo, o trabalho de Baldessari explora as relações entre imagem e linguagem através de uma prática crítica e experimentalista que recorre aos mais diversos meios, como fotografia, vídeo, pintura, performance ou instalação.
Balka, Miroslaw
2 x (270 x 90 x 8), Ø 0,8 x 927, 101 x 41 x 12, 3 x Ø 12, 1994- Ferro, feltro, sabão, cabo de aço (5 elementos)
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2006
- "2 (270 x 90 x 8), Ø 0,8 x 927, 101 x 41 x 12, 3 x Ø 12" de Miroslaw Balka é característica das esculturas desenvolvidas nos anos 1990, altura em que abandona a escultura figurativa e envereda por formas mais simples. Isto é sublinhado pelos títulos dos seus trabalhos, frequentemente medidas de segmentos do seu próprio corpo e do seu raio de alcance. Os materiais têm uma carga fortemente biográfica, simbólica e metafórica, associada aos vestígios deixados por um corpo ausente. O título da obra é uma descrição dos seus elementos: duas chapas de ferro enferrujado, ligeiramente elevadas do solo e colocadas no chão, lado a lado, como pedras tumulares, cada uma medindo 8 x 90 x 270 cm; um cabo de aço de 0,8 cm de diâmetro e 927 cm de comprimento que atravessa longitudinalmente o espaço, suspenso por cima das chapas; uma outra chapa de ferro cinzenta, com 101 x 41 x 12 cm, está fixada numa parede adjacente, enquanto no chão, junto à parede, está um pequeno elemento de ferro de 3 cm de altura e 12 cm de diâmetro. Miroslaw Balka está marcado para sempre pela memória histórica da Segunda Guerra Mundial e pelo Holocausto. Na cidade onde cresceu, Otwock, conhecida como estância de saúde antes da Guerra, três quartos dos habitantes morreram ou foram transportados para os campos de extermínio situados da Polónia, Treblinka e Auschwitz, depois da ocupação nazi. No trabalho de Balka, a dimensão trágica da existência humana e, particularmente, os horrores da história recente do século XX, vão a par com a exposição pessoal à doença, à dor, ao sofrimento e à angústia. Nas palavras do próprio artista: "A doença e a morte foram experiências da minha infância que são projetadas no meu trabalho. (...) É a minha arqueologia pessoal. Aquilo a que chamo os meus rendimentos."
The Fence, 1998- A vedação, 1998
- Ferro, rede de malha de arame, arame farpado, sabão, tinta acrílica sobre tela
- 270 x 450 x 450 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação dos artistas em 1998
- "The Fence" [A vedação] foi realizada especificamente para a exposição "Privacy", que em 1998 reuniu na Casa de Serralves obras do escultor polaco Miroslaw Balka e do pintor belga Luc Tuymans. A mostra não se limitou a apresentar lado a lado trabalhos dos dois artistas, antes constituiu uma oportunidade para que ambos trabalhassem em conjunto pela primeira vez. Partilhando uma admiração mútua desde que se conheceram em 1992, Balka e Tuymans decidiram criar um trabalho em colaboração que testemunha o diálogo e a reciprocidade que entre eles se estabeleceu. "The Fence" foi feita em resposta à singular arquitetura da Casa de Serralves, uma moradia dos anos 1930 que reflete tanto a obsessão pela art déco do seu encomendador como a sua vontade de representar em Portugal a sofisticação e o requinte franceses. Ao invés de um lar, Balka e Tuymans viram nesta antiga residência privada um cartão-de-visita que terá permitido ao seu proprietário ser visto de uma determinada forma pela sociedade da sua época, mais do que viver um determinado quotidiano. O antigo salão, localizado no rés-do-chão, provocou-lhes particular perplexidade. Este espaço visível de todos os pontos do edifício, mesmo do piso superior, pareceu-lhes "demasiado grande", pelo que a ideia de o circunscrever lhes pareceu "muito lógica". Permeável ao olhar, o recinto lembra um espaço sob vigilância que nada à primeira vista permite decidir se é de clausura ou proteção. As bolas de sabão que Balka prendeu nas malhas da rede, semelhantes a bolas de neve, evocam uma situação de agressão, sem contudo esclarecerem sobre a localização (interior ou exterior) do atacante e se estamos perante o rescaldo ou a iminência do ataque. Visualmente trespassável, a vedação permite ver ambas as faces da pintura de Tuymans pendurada no seu interior, assim reforçando a transfusão entre exterior e interior. Baseada numa aguarela encontrada, a pintura representa em pinceladas esquemáticas, que replicam a malha da vedação, num tom amarelado que o fundo da tela crua torna fosforescente, o vulto espectral de um Pai Natal com as dimensões aproximadas da figura humana ? uma versão mórbida e descolorida do garrido, rechonchudo e bonacheirão São Nicolau divulgado pela Coca-Cola. A simbologia familiar e doméstica associada às festividades natalícias é aqui subvertida ? uma estratégia característica de Tuymans, em cuja obra a repulsa, o desencanto ou a perda pairam sobre motivos aparentemente inócuos. Por detrás da (in)ofensiva vedação de Balka e Tuymans, perfila-se afinal a conturbada história da Segunda Guerra Mundial que de forma particularmente dolorosa atingiu os seus países de origem.
Barateiro, Pedro
Travelogue, 2006- Livro de viagem, 2006
- Video instalação, filme 16 mm transferido para DVD, p/b, sem som, 5’16’’, ecrã de retroprojecção, madeira, projector de vídeo, leitor de DVD, 5'16''. Ed.1/3 + 1 P.A.
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2014
- "Travelogue" (2006), de Pedro Barateiro (Almada, 1979), apresenta uma narrativa não-linear a partir de filmes de propaganda portugueses intitulados "Actualidades", feitos nas antigas colónias portuguesas de Angola e Moçambique. As imagens usadas datam de 1958-61 e foram selecionadas no Departamento de Filme Documental do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), em Lisboa. Ao apresentar imagens de arquivo que documentam a construção de novas cidades e das suas infraestruturas, "Travelogue" revisita de forma crítica o colonialismo que marcou o modernismo do século XX.O trabalho de Barateiro recorre a objetos encontrados, imagens de arquivo, filme, linguagem, leituras performativas e texto. O artista usa estes materiais e abordagens diversificados e estratégias de apresentação diferenciadas para tornar visíveis as contradições culturais subjacentes nos discursos culturais do poder que continuam a assombrar o presente.
Teoria da Fala (fábrica), 2009- Filme 16mm transcrito para DVCam e DVD, p/b, sem som, 2'26''. P.A.
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação do artista em 2010
- A Fábrica Rio Vizela, uma das maiores fábricas têxteis da Europa no início do século XX, foi a fonte de financiamento que permitiu ao seu proprietário, o segundo Conde de Vizela, encomendar e construir a Casa de Serralves, entre o início dos anos 1930 e os primeiros anos da década seguinte. Em 2009, para a sua primeira exposição individual em Serralves, "Teoria da Fala", o artista Pedro Barateiro decidiu investigar as relações entre a "casa cor-de-rosa", os seus requintes arquitetónicos e decorativos, e as histórias absolutamente interrelacionadas da art déco, do capitalismo e do colonialismo. Barateiro quis trazer parte da história da fábrica para a Casa de Serralves, denunciando o seu passado comum. Ali filmou alguns elementos arquitetónicos, especialmente a zona de escritórios. Também deslocou alguns objetos da fábrica para Serralves, nomeadamente mobiliário. As imagens que constituem este filme foram captadas na fábrica e testemunham exemplarmente, através de determinados objetos (alguns, como o banco e a cadeira, foram mesmo apresentados na exposição), o seu atual estado de abandono, de ruína industrial.
Teoria da fala (orelha objecto), 2009- Filme 16mm transcrito para DVCam e DVD, p/b, som, 2'11''. Ed. 1 + 1 P.A.
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação do artista em 2010
- Quando das suas primeiras visitas à Casa de Serralves para preparar a sua exposição individual "Teoria da Fala", que aí teve lugar em 2009 - a mostra decorreu na zona mais reservada, supostamente mais íntima, mais doméstica, do primeiro piso da casa -, Pedro Barateiro ficou intrigado com o carácter eminentemente teatral do espaço. Com efeito, se tivéssemos de eleger as palavras que melhor sintetizam o processo de trabalho que deu origem a esta exposição elas seriam ‘decoração’, ‘indústria’ e ‘teatro’. O artista decidiu imediatamente invocar essa teatralidade através do recurso a formas que associamos a plateias - patentes em várias esculturas realizadas especificamente para a exposição -, mas também através de vídeos que remetiam diretamente para o teatro. É o caso de "Teoria da Fala (orelha objecto)", em que se pode ver um objeto que o artista filmou no Museu Nacional do Teatro, em Lisboa. De entre os itens que compõem as colecções deste museu - que integram, por exemplo, trajes, mobiliário e elementos de cenários - esta estranha orelha de madeira será porventura aquele artefacto que, isolado, menos imediatamente relacionamos com o teatro. No vídeo vemos essa orelha a rodar sobre si mesma, num movimento hipnótico acompanhado por uma música repetitiva. Esta toada, que se ouvia em várias salas da exposição, funcionava como uma espécie de banda-sonora, contaminando a perceção de múltiplas peças.
Baumgarten, Lothar
Lothar Baumgarten (Rheinsberg, Alemanha, 1944 - Berlim, Alemanha, 2018)Da Gefällt's mir besser als in Westfalen, Eldorado, 1968 - 1976- Gosto mais de estar lá do que em Vestfália, Eldorado, 1968 - 1976
- 187 diapositivos a cores, banda sonora de 36'52''. Ed. 2/5
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- Captadas nos pântanos do rio Reno entre Düsseldorf e Colónia, as 187 imagens coloridas que constituem esta obra retratam ambientes naturais, descrevendo o ciclo de vida de um único dia. Manipuladas através da inclusão de esculturas efémeras que se diluem no ambiente, as imagens evocam a utopia do Eldorado e simulam uma atmosfera idílica, reforçada pela sobreposição de sons de uma floresta tropical. Desta forma, Baumgarten chama a atenção para a oposição entre natureza e cultura, entre natural e artificial. Estas considerações são permanentes na obra do artista, que se centra na desmistificação das construções mentais sobre espaços específicos através de uma perspetiva histórica e cultural - como o colonialismo e a influência ocidental sobre os povos indígenas.
Bertholo, René
René Bertholo (Alhandra, Portugal, 1935 - Vila Nova de Cacela, Portugal, 2005)Palmier, 1966- Palmeira, 1966
- Alumínio pintado, ventoinha elétrica
- 80 x 66 x 13 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- "Palmier" [Palmeira] é um dos primeiros objetos da série de "modelos reduzidos" que René Bertholo iniciou em 1966 e que o levaram a distanciar-se da pintura durante cerca de uma década. A simplicidade formal e cromática, de inspiração pop, destes objetos responde ao desejo de procurar imagens arquetípicas da paisagem e da natureza, semelhantes às que se encontram, com frequência, em guias turísticos. No caso de "Palmier", trata-se da representação de uma pequena ilha paradisíaca percorrida por ventos amenos que fazem ondular suavemente a ramagem de uma palmeira. O movimento, lento de modo a induzir tranquilidade e concentração, é causado pela ação intermitente de um ventilador mecânico, que, deixado intencionalmente à vista, revela a faceta "bricoleur" de Bertholo e o modo como canalizou para a sua arte uma velha paixão por motores e mecanismos.A dimensão lúdica, reminiscente do universo da infância e de um imaginário naïf, de clara inspiração pop, é uma marca constante no trabalho de René Bertholo, sendo já visível nas suas telas animadas anteriores, povoadas de elementos imaginários e oníricos.
René Bertholo (Alhandra, Portugal, 1935 - Vila Nova de Cacela, Portugal, 2005)Littérature conjugale, 1966- Literatura conjugal, 1966
- Óleo sobre tela
- 116.4 x 89.2 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Adquirida com fundos doados por Ilídio Pinho em 1999
- "Littérature conjugale" [Literatura conjugal] retira o seu título de um género literário em voga no século XIX em França que tinha por objetivo prevenir o adultério e era dirigido sobretudo à burguesia em ascensão, que desejava ver-se representada na literatura através da recriação ficcional dos seus anseios sociais e românticos. A pintura caracteriza-se pelo uso de cores lisas e a presença flutuante de uma multidão de pequenas figuras, objetos e formas abstratas sem ordem aparente, definindo uma iconografia intuitiva e fragmentada do universo doméstico e matrimonial. Faz parte do ciclo, iniciado em 1960, de "pinturas espalhadas", como René Bertholo lhes chamou, que se propunham desenvolver uma figuração narrativa que valorizasse aspetos da realidade e do quotidiano reconstituídos a partir da imaginação e da memória.
René Bertholo (Alhandra, Portugal, 1935 - Vila Nova de Cacela, Portugal, 2005)Nuage à surface variable, 1971- Nuvem de superfície variável, 1971
- Alumínio pintado, motor
- 91.3 x 95 x 19 cm
- Col. Secretaria de Estado da Cultura, em depósito na Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 1990
- Afastando-se da pintura durante cerca de uma década, René Bertholo inicia em 1966 uma série de objetos que designa "modelos reduzidos" e da qual "Nuage à surface variable" é exemplo. A vontade de exprimir formas elementares da paisagem e da natureza faz com que estes objetos se apresentem através de uma forte depuração formal e cromática. Nesse sentido, aproximam-se da arte pop e do universo lúdico da infância: tanto pela sua simplicidade pueril, como pelo movimento de brinquedo que os anima.A dimensão lúdica, reminiscente do universo da infância e de um imaginário naïf, de clara inspiração pop, é uma marca constante no trabalho de René Bertholo, sendo já visível nas suas telas animadas anteriores, povoadas de elementos imaginários e oníricos.
René Bertholo (Alhandra, Portugal, 1935 - Vila Nova de Cacela, Portugal, 2005)Une Année a Berlin, 1973- Um ano em Berlim, 1973
- Serigrafia sobre papel. P.A.
- 56.8 x 76 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação da Galeria 111 em 1989
- "Une Année à Berlin" [Um ano em Berlim] relata o ano letivo que, a convite do Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD), René Bertholo passou nesta cidade alemã para aí estudar electrónica aplicada à arte. Conjugando texto e imagem em vinhetas idênticas às da banda desenhada, a obra é feita a partir dos comentários e das fotografias incluídas no" Diário de Berlim" realizado por Lourdes Castro, que o acompanhou na estada. Nela o artista explora a vocação comunicativa da arte entendida e praticada como um prolongamento natural da realidade quotidiana. Uma das situações narradas é o desenvolvimento, coadjuvado pelo seu amigo engenheiro Antoine Cuvelier, de programas electrónicos de movimentos aleatórios que a partir daí Bertholo começou a integrar nos objetos motorizados que por esses anos realizava. O recurso à serigrafia demonstra o interesse por esta técnica, que o artista havia explorado intensamente durante a produção da revista "KWY", entre 1958 e 1963/64. A sua linguagem visual simples e imediata regista um desejo de realizar uma arte acessível a todos.A dimensão lúdica, reminiscente do universo da infância e de um imaginário naïf, de clara inspiração pop, é uma marca constante no trabalho de René Bertholo, sendo já visível nas suas telas animadas anteriores, povoadas de elementos imaginários e oníricos.
Birnbaum, Dara
Mirroring, 1975- Vídeo, p/b, sem som, 4:3, PAL, 6'01''
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- Alternando entre imagens reais e refletidas, "Mirroring" indaga os mecanismos formais do filme e o sentido identitário da artista. Esta obra alude à interpretação psicanalítica de Jacques Lacan da formação do ego enquanto resultado da identificação com a própria imagem no espelho, enfatizando assim a criação de uma imagem dupla que, através de um processo de focagem e desfocagem, se realiza por uma possível desconexão entre o corpo da artista e o seu corpo performativo.Procurando manipular um meio que é em si mesmo altamente manipulativo, Dara Birnbaum explorou frequentemente a subversão, desconstrução e redefinição do poder estético e ideológico das imagens dos meios de comunicação. Apropriando-se da linguagem e do imaginário das imagens da televisão, as vídeo-instalações e instalações multimédia da artista procuraram recontextualizar os ícones da cultura pop e dos géneros televisivos, interpretando-os sobretudo a partir da representação da mulher, permitindo assim uma leitura do seu trabalho à luz do movimento de arte feminista que despontou nos anos 1970 ligado à utilização do vídeo.
Broodthaers, Marcel
Marcel Broodthaers (Bruxelas, Bélgica, 1924 - Colónia, Alemanha, 1976)Etagère jaune avec lettres de l'alphabet, chiffres en terre glaise, 1968- Prateleira amarela com letras do alfabeto, algarismos de argila, 1968
- Madeira, argila, tinta
- 88 x 76.5 x 15.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1998
- "Etagère jaune avec lettres d'alphabet, chiffres en terre glaise" é um exemplo do interesse de Marcel Broodthaers na relação entre objeto, imagem e conceito pelo cruzamento entre pintura, escultura e linguagem. Aqui, um alfabeto - o elemento estruturador da escrita - surge desordenado e fragmentado, contrariando uma possível função didática e invocando criticamente as convenções de apresentação museológica através da prateleira onde os objetos são expostos.
Bulloch, Angela
Heavy Metal Stack of Six, 2014- Pilha de seis metais pesados, 2014
- Aço revestido a pó
- 300 x 80 x 50 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2017
- Angela Bulloch pertence a uma geração de artistas britânicos que emergiu no final da década de 1980. O trabalho de Bulloch examina os sistemas que estruturam o comportamento social, jogando com as nossas formas de construir e integrar informação. As suas instalações multidisciplinares fundem o rigor conceptual com a sensualidade e o humor. "Heavy Metal Stack of Six" faz parte de um grupo de esculturas recentes nas quais a artista usa formas digitalmente modeladas para criar colunas-totem que, emanando embora uma aura de perfeição na fusão rigorosa dos seus losangos empilhados revestidos a pó, geram um conjunto de variações percetuais que dependem da perspetiva física do observador.
Burmester, Gerardo
Sem título, 2008- Alumínio polido e pintado, acrílico (3 elementos)
- 220 x 327 x 16 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2012
- Gerardo Burmester apresenta nesta obra um conjunto de elementos retangulares interligados em alumínio polido e acrílico colorido e transparente. Recusando expressão e narrativa, criam ritmos de transparência e opacidade no espaço, confrontando cores, linhas e geometrias e sublinhando a condição minimalista e abstrata de uma "paisagem" antinaturalista. O artista começa a apresentar o seu trabalho na segunda metade da década de 1970, desenvolvendo várias ações performativas e configurando uma obra pictórica que associa referências neorromânticas à crítica irónica da condição da pintura. Em finais da década de 1980, a obra de Burmester passa a utilizar o objeto e a instalação, aproximando e distanciando o espectador em jogos de sedução visual, utilizando materiais como a madeira folheada, o alumínio polido e o feltro industrial.
Sem título, 2008- Alumínio polido e pintado, acrílico (5 elementos)
- 235 x 461 x 16 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2012
- Gerardo Burmester apresenta nesta obra um conjunto de elementos retangulares interligados em alumínio polido e acrílico colorido e transparente. Recusando expressão e narrativa, criam ritmos de transparência e opacidade no espaço, confrontando cores, linhas e geometrias e sublinhando a condição minimalista e abstrata de uma "paisagem" antinaturalista. O artista começa a apresentar o seu trabalho na segunda metade da década de 1970, desenvolvendo várias ações performativas e configurando uma obra pictórica que associa referências neorromânticas à crítica irónica da condição da pintura. Em finais da década de 1980, a obra de Burmester passa a utilizar o objeto e a instalação, aproximando e distanciando o espectador em jogos de sedução visual, utilizando materiais como a madeira folheada, o alumínio polido e o feltro industrial.
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