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Gillick, Liam
Liam Gillick (Aylesbury, Reino Unido, 1964)Research Platform, 2005- Plataforma de pesquisa, 2005
- Alumínio anodizado, acrílico opaco
- 300 x 200 x 5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2014
- "Research Platform" [Plataforma de pesquisa] pretende ser uma estrutura suspensa que designa tanto um espaço conceptual como um espaço real. A forma modular e o acabamento material aludem à história da arquitetura e do design modernistas, mas também à arte conceptual e ao minimalismo. A função da estrutura, no entanto, é especificamente não específica, em contraste com os "objetos específicos" do artista minimalista Donald Judd, por exemplo. Mais um baldaquino do que uma plataforma para se estar sobre ela, "Research Platform" opera um intervalo espacial e temporal, uma suspensão literal de significado, os dois pontos da pontuação que precedem a elaboração de uma expressão ou de uma ideia.A arte de Liam Gillick alicerça-se numa prática continuada que inclui a escrita, o cinema, o design e a arte aplicada, a arquitetura e a escultura. "Research Platform" faz parte de um grupo de estruturas autónomas feitas de painéis de acrílico e alumínio revestido, que surgiram pela primeira vez em 1996 como parte de um corpo de trabalho conceptual intitulado "The What If? Scenarios" [Os cenários E se?]. "The What If? Scenarios" propõem um modelo alternativo e especulativo para a produção de arte e as suas possíveis funções. O seu léxico é retirado do universo da economia, da política e dos modelos de negócio das grandes empresas do pós-guerra. Para Gillick, a reflexão sobre cenários possíveis era veiculada como permitindo um quadro de propostas aberto, quando os seus processos eram na verdade uma estratégia disfarçada de controlo. Aceitando a natureza paradoxal da reflexão sobre cenários na sua "Research Platform", Gillick postula a possibilidade de uma contraposição para a obra de arte apropriada em relações de valor institucionalizadas, quer sejam baseadas em noções de julgamento estético, no mercado ou num sentido assumido de compromisso social e político.
Goldblatt, David
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Child minder, Joubert Park, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Child minder, Joubert Park, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 48 x 47 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Girl with purse, Joubert Park, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Girl with purse, Joubert Park, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 47 x 46 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Woman going to the trading store holding money under her blanket, near FlagstaffFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Woman going to the trading store holding money under her blanket, near FlagstaffFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 48 x 47 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Woman smoking, Fordsburg, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Woman smoking, Fordsburg, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 48 x 47 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Woman sun-bathing, Fellside, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Woman sun-bathing, Fellside, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 47 x 47 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Woman at play during their lunch-hour, Pieter Roos Park, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Woman at play during their lunch-hour, Pieter Roos Park, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 47 x 47 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Man with necklaces, Joubert Park, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Man with necklaces, Joubert Park, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 47 x 47 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Woman dressed for an occasion, Joubert Park, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Woman dressed for an occasion, Joubert Park, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 47.5 x 46.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Woman with pierced ear, Joubert Park, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Woman with pierced ear, Joubert Park, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 47 x 46.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Woman sleeping, Zoo Lake, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Woman sleeping, Zoo Lake, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 47 x 47 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Woman resting on her way to work, De Villiers Street Park, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Woman resting on her way to work, De Villiers Street Park, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 56.5 x 47.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Couple on Sunday afternoon, Zoo Lake, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Couple on Sunday afternoon, Zoo Lake, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 47 x 47 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Woman on a bench, Joubert Park, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Woman on a bench, Joubert Park, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 48 x 48 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
David Goldblatt (Randfontein, África do Sul, 1930 - Joanesburgo, África do Sul, 2018)Woman sleeping, Zoo Lake, JohannesburgFrom the 'Particulars' series, 1975 - 2007- Woman sleeping, Zoo Lake, JohannesburgFrom the particulars serie, 1975 - 2007
- Fotografia p/b
- 47 x 47 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- A partir de 1964 e até ao início dos anos 1990 David Goldblatt construiu um amplo testemunho fotográfico das estruturas sociais e culturais da complexa sociedade sul-africana sob o Apartheid e, posteriormente, sob a nova organização social que nasceu no país. A série "Particulars" centra-se num conjunto de planos aproximados de gestos e atitudes de várias mulheres diante da câmara fotográfica. "Particulars" questiona a função tradicional do retrato, reduzindo-o a pormenores da linguagem corporal de cada um dos fotografados, que ainda assim sugerem as suas características e circunstâncias pessoais.Afastando-se do registo dos acontecimentos brutais para se centrar nas estruturas que suportaram o status quo, a obra de David Goldblatt apresenta um rigor formal e uma compreensão inventiva da realidade das coisas, rejeitando assim os limites fixados entre fotografia documental e artística.
Gomes, Fernanda
Fernanda Gomes (Rio de Janeiro, Brasil, 1960)Sem título, 2008 - 2009- Fio de nylon
- c. 437 m2
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2009
- A obra de Fernanda Gomes (Rio de Janeiro, Brasil, 1960) procede da história brasileira do neoconcretismo e da história da arte brasileira em geral, que privilegia o ignorado, o rejeitado e o precário. Sem título usa árvores como suporte de uma rede feita com fios. O seu propósito é oferecer aos visitantes o sítio ideal para repousar à sombra, bem como a localização ideal para observar tranquilamente a área circundante. A artista trabalhou em quatro fases, correspondentes às estações do ano e ao estado relativo das árvores, a fim de criar uma relação com a natureza envolvente. A resultante estrutura, com o aspeto de uma rede, funde-se quase por completo na paisagem, como se sempre lá tivesse estado, no entanto é suficientemente resistente para os visitantes nela se deitarem. Desse modo, a artista criou as condições necessárias para nos relacionarmos com o que nos rodeia de uma forma nova e para tomarmos consciência de formas, sons e cheiros que de outro modo nos passariam despercebidos. Sem título foi concebida em 2007 especificamente para esta localização e instalada no Parque de Serralves em 2009.
Graham, Dan
Two Home Homes, 1966- Lares de dois lares, 1966
- Fotografia a cores
- 27.5 x 35.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1998
- "Two Home Homes" faz parte do projeto "Homes for America", uma série de imagens fotográficas que registam a tipologia de casas de subúrbios norte-americanos, geralmente surgidas no pós-Segunda Guerra Mundial. Nesta obra, Dan Graham compilou as casas nas suas possíveis variações de estilo, cor e forma, traçando desta forma um paralelo crítico entre sociologia, arquitetura, produção em massa e a qualidade serial da estética minimalista. As imagens de "Homes for America" seriam posteriormente usadas num foto-ensaio publicado na revista "Arts Magazine", explorando assim meios alternativos de apresentação das obras fora do contexto das instituições artísticas e reproduzidas em grande escala, chegando a um público mais vasto.A partir de um discurso analítico sobre as funções históricas, sociais e ideológicas dos sistemas culturais contemporâneos, o trabalho de Dan Graham explora os mecanismos da obra de arte, trabalhando as tensões existentes entre o público e o privado, os processos da experiência percetiva e subjetiva ou o uso de espelhos e vidros como ferramentas críticas para explorar o eu como parte de um contexto social e público. Desde as suas vídeo-performances dos anos 1970 até aos seus mais recentes pavilhões, a sua produção centra-se em estruturas percetivas e filosóficas, numa abordagem psicossocial da perceção do espaço, com um forte envolvimento do público.
Detumescence, 1967- Colagem, impressão digital, texto datilografado e manuscrito sobre papel
- 67 x 71.5 x 3.7 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação do artista em 2012
- Recorrendo mais uma vez ao sistema de distribuição dos meios de comunicação," Detumescence" é um anúncio na página de um jornal - um pequeno texto escrito numa linguagem clínica - onde Graham solicitava a contratação de alguém capaz de descrever o que acontece ao corpo e à psique masculinos na experiência pós-coital. Esta descrição dos aspetos emocionais e fisiológicos posteriores ao clímax sexual do homem evoca o erotismo e a experiência sensorial para abordar um assunto que, de acordo com o artista, se encontrava reprimido na literatura especializada da altura. Nas suas palavras, a peça procurava expor essa "supressão, esse condicionamento psicossexual-social do comportamento".A partir de um discurso analítico sobre as funções históricas, sociais e ideológicas dos sistemas culturais contemporâneos, o trabalho de Dan Graham explora os mecanismos da obra de arte, trabalhando as tensões existentes entre o público e o privado, os processos da experiência percetiva e subjetiva ou o uso de espelhos e vidros como ferramentas críticas para explorar o eu como parte de um contexto social e público. Desde as suas vídeo-performances dos anos 1970 até aos seus mais recentes pavilhões, a sua produção centra-se em estruturas percetivas e filosóficas, numa abordagem psicossocial da perceção do espaço, com um forte envolvimento do público.
Performer / Audience / Mirror, 1977- Intérprete /Público / Espelho, 1977
- Vídeo, p/b, som, 4:3, PAL, 22'52''
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- A partir da década de 1970, a introdução de sistemas de produção de vídeo possibilitou o registo de performances em tempo real, potenciando a relação do artista com o espectador e aprofundando a temporalidade desta experiência. Em "Performer/Audience/Mirror", Dan Graham usa o vídeo para explorar a perceção, o presente partilhado e a retroalimentação de informação em tempo real, realizando uma investigação fenomenológica sobre a relação público/performer e as noções de subjetividade e objetividade. Confundindo os limites entre o performer-sujeito e o público-objeto, o artista entende aqui o vídeo como um meio que, ao fornecer informação em tempo real, funciona em termos semióticos como um espelho.A partir de um discurso analítico sobre as funções históricas, sociais e ideológicas dos sistemas culturais contemporâneos, o trabalho de Dan Graham explora os mecanismos da obra de arte, trabalhando as tensões existentes entre o público e o privado, os processos da experiência percetiva e subjetiva ou o uso de espelhos e vidros como ferramentas críticas para explorar o eu como parte de um contexto social e público. Desde as suas vídeo-performances dos anos 1970 até aos seus mais recentes pavilhões, a sua produção centra-se em estruturas percetivas e filosóficas, numa abordagem psicossocial da perceção do espaço, com um forte envolvimento do público.
Double Exposure, 1994 - 2003- Dupla exposição, 1994 - 2003
- Vidro espelhado, vidro, aço inoxidável, transparência cibacrome. Fotografia: Attilio Maranzano. Projeto de Arquitetura: Pedro del Llano
- 230 x 400 x 400 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2003
- Dan Graham (Urbana, Illinois, EUA, 1942) usa as convenções da arquitetura como forma de interação social. Double Exposure, uma obra de um conjunto que usa a forma de pavilhão, consiste num pavilhão de base triangular com uma porta pela qual se acede ao interior. O lado exterior é espelhado em duas das faces. Na terceira foi aplicada uma transparência a cores que reproduz a imagem da paisagem circundante fotografada ao anoitecer num dia de primavera. Do interior, os observadores podem ver a paisagem através da transparência, enquanto as duas outras faces refletem a paisagem exterior e permitem ver de dentro para fora. A visão é assim dividida em múltiplas perspetivas em termos de quem olha para o quê e da sobreposição de um momento presente, a paisagem real, e de um momento passado, a mesma paisagem mas fotografada. Double Exposure foi encomendada pelo Parque de Serralves no âmbito da exposição retrospetiva realizada no Museu em 2001 "Dan Graham: Works 1965-2000". A peça foi instalada em 2003.A partir de um discurso analítico sobre as funções históricas, sociais e ideológicas dos sistemas culturais contemporâneos, o trabalho de Dan Graham explorou os mecanismos da obra de arte, trabalhando as tensões existentes entre o público e o privado, os processos da experiência percetiva e subjetiva ou o uso de espelhos e vidros como ferramentas críticas para explorar o eu como parte de um contexto social e público. Desde as suas vídeo-performances dos anos 1970 até aos seus mais recentes pavilhões, a sua produção centra-se em estruturas percetivas e filosóficas, numa abordagem psicossocial da perceção do espaço, com um forte envolvimento do público.
Griffa, Giorgio
Strisce orizzontali, 1976- Listras horizontais, 1976
- Tinta acrílica sobre tela
- 270 x 281 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2013
- Nas últimas quatro décadas, Giorgio Griffa tem desenvolvido um processo de trabalho "constante e nunca terminado" que dá origem a pinturas invariavelmente abstratas. O caráter elementar das listras horizontais de "Strisce orizzontali" [Tiras horizontais] permite ao espectador apreender o movimento simples e repetitivo executado pelo artista sobre uma grande tela, por esticar, disposta diretamente no chão. Depois de o acrílico secar, o artista dobrou a tela em secções uniformes. A abordagem de Griffa favorece a pintura enquanto ato e enquanto memória de uma ação. Do ponto de vista iconográfico, as suas obras não pretendem dar a ver o mundo exterior: "Eu não represento nada, apenas pinto", afirmou o artista. Ao usar ferramentas pictóricas básicas e materiais pobres, nomeadamente telas de algodão ou linho por esticar e por preparar, as pinturas de Griffa espelham o próprio processo que lhes está na base. Para o artista, pintar é medir o tempo e o ritmo de execução, com a velocidade da absorção do acrílico a ditar o próximo movimento, sempre o mesmo, do pincel. Nesta repetição também se detetam semelhanças com a despersonalização perseguida pelo minimalismo. No entanto, ao contrário das obras que caracterizam aquele movimento artístico norte-americano na sua finalização quase industrial, as pinturas de Giorgio Griffa nunca mascaram as indecisões e as imperfeições da execução.
Grosse, Katharina
Atoms Outside Eggs, 2007- Átomos fora de ovos, 2007
- Tinta acrílica sobre poliuretano sobre esferovite (39 elementos)
- 120 x 873 x 720 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2007
- Algures entre a pintura e a escultura, "Atoms Outside Eggs" [Átomos fora de ovos] pode ser considerada uma pintura escultórica. Trata-se de uma obra paradigmática da prática de Katharina Grosse, caracterizada por um constante questionamento do suporte da pintura: a artista é conhecida pelas suas experiências com materiais coloridos retirados do suporte convencional de uma pintura, constituindo objetos pictóricos cujo objetivo consiste em aproximar cor e matéria.O título refere-se às duas diferentes formas utilizadas como suportes para a obra - ovos e esferas -, remetendo-nos também para a tradição de pintar ovos na Páscoa. Grosse dispôs estes elementos numa determinada constelação, distribuídos de maneira mais ou menos uniforme, e pintou com spray por cima das superfícies já coloridas. Por um lado, aplicou cores diferentes de modo a que, quando vistos a partir de ângulos diversos, predominassem determinadas cores, por exemplo, púrpura quando vistos de um lado ou cor-de-laranja se percecionados do outro lado. Para além disso, utilizou pela primeira vez um bocal muito estreito na pistola de spray com o intuito de aplicar desenhos lineares sob a forma de rabiscos sobre nebulosas expansões de tinta, trazendo para o museu técnicas e formas que associamos à arte de rua, nomeadamente pichagens e grafitos. A distribuição dos ovos e esferas, associada à sua dimensão, serve à artista para retirar à perceção da pintura um ponto de vista privilegiado e para reivindicar como parte da obra a deambulação do espectador pelo espaço arquitetónico envolvente, que poderá ser considerado minúsculo - como se o espectador tivesse entrado num mundo gulliveriano. O trabalho de Katharina Grosse começou a adquirir uma maior visibilidade pública quando, em finais dos anos 1990, a artista começou a pintar salas e fachadas a spray. Não obstante o carácter espetacular deste trabalho, a sua prática foi sempre orientada pela preocupação fundamental com questões básicas da pintura, nomeadamente as relações entre cores e formas, e entre a forma como a tinta é aplicada e o tipo de suporte eleito.
Grosvenor, Robert
Sem título, 1992- Fibra de vidro, cimento, chapa de aço, tinta, plástico
- 127 x 540 x 540 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2006
- Robert Grosvenor pertence à geração de artistas minimalistas que a partir dos anos 1960 revolucionou a prática da escultura. O diálogo entre escultura e arquitetura, a grande escala e a apropriação de materiais relacionados com a construção caracteriza a prática artística de Grosvenor. Os seus trabalhos têm uma forte presença material, levantando questões relacionadas com equilíbrio e desequilíbrio, massa e linha, movimento e estagnação. "Sem título" é característico do corpo de trabalho que Grosvenor começou a produzir no início da década de 1980. Materiais apropriados como tijolos, pedras decorativas, placas de metal e blocos de cimento são aqui combinados, num do diálogo entre a arte e os universos funcionais da vida quotidiana. Nas palavras do artista, "Pintei um tubo de metal, que estava na vertical. Depois fiz a parede e coloquei-lhe o tubo em cima. Quando voltei costas, o tubo caiu. Tive só um vislumbre do tubo a cair. Por isso fixei-o à parede nesta posição transitória. Depois quis uma barreira em torno da parede para o proteger".
Grupo Acções Colectivas (Kollektivnye deistviya)
Tempo de acção, 1978- 9 Fotografias p/b sobre papel e 1 texto dactilografado montado sobre cartão pintado
- 99 x 99 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2004
- O Grupo Ações Coletivas organizou ações performativas em espaços afastados da cidade e das instituições da arte, e por isso distantes quer das estruturas museológicas tradicionais quer do contexto sociopolítico repressivo da União Soviética dos anos 1970. Desencadeadas através de convites a um grupo de pessoas, estas ações decorriam usualmente em zonas desabitadas dos arredores de Moscovo e baseavam-se em instruções precisas e bizarras, misteriosas ou desprovidas de sentido - assim gerando um estado que foi denominado "ação vazia". O evento apresentado em "Tempo de acção" durou 90 minutos e consistiu em puxar um rolo de corda com sete quilómetros de comprimento, previamente colocado entre duas árvores na orla de uma floresta.Criado em 1976, o Grupo Ações Colectivas transformou-se num dos focos do conceptualismo e da arte participativa da Europa Oriental e da Rússia. Dada a saturação da vida quotidiana com ideologia e vigilância, o grupo abordou ideias de liberdade e imaginação individual, usando a participação como estratégia artística e social. Uma das características dominantes da sua prática é a meticulosa documentação, comentário e arquivamento das suas ações-performances, procurando criar um espaço de diferença e debate baseado na experiência estética subjetiva e numa pluralidade de especulações hermenêuticas.
1 Balão / 2 Terceira Variante / 3 Comédia, 1977 - 1978- 9 Fotografias p/b sobre papel e 3 textos dactilografados montados sobre cartão pintado
- 99 x 99 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2004
- O Grupo Ações Coletivas organizou ações performativas em espaços afastados da cidade e das instituições da arte, e por isso distantes quer das estruturas museológicas tradicionais quer do contexto sociopolítico repressivo da União Soviética dos anos 1970. Desencadeadas através de convites a um grupo de pessoas, estas ações decorriam usualmente em zonas desabitadas dos arredores de Moscovo e baseavam-se em instruções precisas e bizarras, misteriosas ou desprovidas de sentido - assim gerando um estado que foi denominado "ação vazia". O evento apresentado em "Tempo de acção" durou 90 minutos e consistiu em puxar um rolo de corda com sete quilómetros de comprimento, previamente colocado entre duas árvores na orla de uma floresta.Criado em 1976, o Grupo Ações Colectivas transformou-se num dos focos do conceptualismo e da arte participativa da Europa Oriental e da Rússia. Dada a saturação da vida quotidiana com ideologia e vigilância, o grupo abordou ideias de liberdade e imaginação individual, usando a participação como estratégia artística e social. Uma das características dominantes da sua prática é a meticulosa documentação, comentário e arquivamento das suas ações-performances, procurando criar um espaço de diferença e debate baseado na experiência estética subjetiva e numa pluralidade de especulações hermenêuticas.
Lugar da Acção, 1979- 9 Fotografias p/b sobre papel montados sobre cartão pintado
- 99 x 99 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2004
- O Grupo Ações Coletivas organizou ações performativas em espaços afastados da cidade e das instituições da arte, e por isso distantes quer das estruturas museológicas tradicionais quer do contexto sociopolítico repressivo da União Soviética dos anos 1970. Desencadeadas através de convites a um grupo de pessoas, estas ações decorriam usualmente em zonas desabitadas dos arredores de Moscovo e baseavam-se em instruções precisas e bizarras, misteriosas ou desprovidas de sentido - assim gerando um estado que foi denominado "ação vazia". O evento apresentado em "Tempo de acção" durou 90 minutos e consistiu em puxar um rolo de corda com sete quilómetros de comprimento, previamente colocado entre duas árvores na orla de uma floresta.Criado em 1976, o Grupo Ações Colectivas transformou-se num dos focos do conceptualismo e da arte participativa da Europa Oriental e da Rússia. Dada a saturação da vida quotidiana com ideologia e vigilância, o grupo abordou ideias de liberdade e imaginação individual, usando a participação como estratégia artística e social. Uma das características dominantes da sua prática é a meticulosa documentação, comentário e arquivamento das suas ações-performances, procurando criar um espaço de diferença e debate baseado na experiência estética subjetiva e numa pluralidade de especulações hermenêuticas.
1. M., 19832. Para Panitkov, 1980, 1980 - 1983- 9 Fotografias p/b sobre papel e 1 texto dactilografado montado sobre cartão pintado
- 99 x 99 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2004
- O Grupo Ações Coletivas organizou ações performativas em espaços afastados da cidade e das instituições da arte, e por isso distantes quer das estruturas museológicas tradicionais quer do contexto sociopolítico repressivo da União Soviética dos anos 1970. Desencadeadas através de convites a um grupo de pessoas, estas ações decorriam usualmente em zonas desabitadas dos arredores de Moscovo e baseavam-se em instruções precisas e bizarras, misteriosas ou desprovidas de sentido - assim gerando um estado que foi denominado "ação vazia". O evento apresentado em "Tempo de acção" durou 90 minutos e consistiu em puxar um rolo de corda com sete quilómetros de comprimento, previamente colocado entre duas árvores na orla de uma floresta.Criado em 1976, o Grupo Ações Colectivas transformou-se num dos focos do conceptualismo e da arte participativa da Europa Oriental e da Rússia. Dada a saturação da vida quotidiana com ideologia e vigilância, o grupo abordou ideias de liberdade e imaginação individual, usando a participação como estratégia artística e social. Uma das características dominantes da sua prática é a meticulosa documentação, comentário e arquivamento das suas ações-performances, procurando criar um espaço de diferença e debate baseado na experiência estética subjetiva e numa pluralidade de especulações hermenêuticas.
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