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Haacke, Hans
Hans Haacke (Colónia, Alemanha, 1936)Narrow White Flow, 1967 - 1968- Fluxo estreito branco, 1967 - 1968
- Tecido, metal, madeira, ventoinha. Ed.1/3
- 67 x 147 x 1170 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2003
- "Narrow White Flow" [Fluxo estreito branco] consiste numa longa e estreita faixa de seda branca que flutua num movimento contínuo graças à circulação de ar criada por uma ventoinha elétrica. Em vez de apresentar uma forma fixa, o tecido muda constantemente, esvoaçando e ondulando, dependendo da interação entre gravidade, correntes de ar e alterações no ambiente para permanecer em movimento incessante. A peça inscreve-se num conjunto de obras iniciais do artista que através de sistemas autogeradores isolam e recriam fenómenos naturais, como o vento e a condensação, obras cuja forma ou resultado não podem ser determinados com rigor. O interesse de Haacke por este tipo de transformações ou processos postos em marcha por um "sistema" associa estes trabalhos iniciais às suas peças abertamente políticas ou sociológicas, em que sistemas sociais, como o mercado imobiliário ou a relação entre o mundo dos negócios, a arte e o poder, são examinados e criticados. Por exemplo, várias das suas obras investigam, representam e revelam ligações entre o sistema artístico institucional (museus, colecionadores e mecenas) e formas de domínio económico e político. "Desde o início que o conceito de mudança tem sido a base ideológica do meu trabalho", explica o artista. "Ao longo de todo o percurso não há absolutamente nada estático? nada que não mude ou não promova uma verdadeira mudança." Indefinido, com uma forma imprevisível e em permanente mudança, "Narrow White Flow" permite que o espectador experiencie essa mudança dando forma ao fluxo de ar num trabalho que "vive no tempo e oferece ao ‘observador’ a experiência do tempo".
Hains, Raymond
Raymond Hains (Saint-Brieuc, França, 1926 - Paris, França, 2005)Sem título, 1976- Tinta acrílica e papel montado sobre chapa metálica (4 elementos)
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação do artista em 2000
- Os "affiches lacerées" [cartazes rasgados] constituem porventura o trabalho mais imediatamente associado a Raymond Hains, que a eles se dedicou ao longo de toda a sua carreira. A partir de 1949, Hains começou a recolher cartazes políticos e publicitários das paredes das ruas de Paris, sobretudo aqueles que se apresentavam rasgados e sobrepostos em camadas sucessivas, colando-os depois sobre tela ou chapa de metal. As inesperadas associações visuais e verbais criadas evocam as décollages ["descolagens"] surrealistas dos anos 1930, o ato de deambular pelas ruas da cidade em busca de cartazes antecipa o sentido de descoberta proposto pela deriva situacionista e a utilização de elementos do quotidiano urbano tem ressonância no fascínio pela realidade que o Nouveau réalisme desenvolve a partir de 1960.
Hatherly, Ana
Ana Hatherly (Porto, Portugal, 1929 - Lisboa, Portugal, 2015)Desenho (Ideograma Estrutural), 1966- Tinta-da-china sobre papel
- 25 x 19 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação da artista em 1999
- Este desenho recorre à lógica matemática para ordenar caracteres do "alfabeto estrutural" inventado por Hatherly. Refletindo a sua autoproclamada proximidade ao ideograma (um conjunto de símbolos gráficos usados para representar uma palavra ou conceito), os desenhos desta série podem veicular valores semânticos e conceptuais. Contudo, eles são antes de mais um exercício de autonomia criativa, gerando sentidos alternativos em relação aos códigos e processos linguísticos convencionais.Situando-se no cruzamento entre as artes visuais e a visualidade da escrita, a obra de Ana Hatherly é marcada pela experimentação na poesia, no desenho, na performance e na pintura. Centrado nas possibilidades visuais e gestuais da palavra, o seu trabalho é influenciado pelo interesse nos ideogramas chineses, nos anagramas barrocos e nos graffiti. Considerada a criadora do primeiro poema visual português, Hatherly enquadrou o seu trabalho no contexto da Poesia Experimental, movimento ligado às práticas de um conjunto de autores que, a partir de finais da década de 1960, procuraram explorar os limites e as possibilidades visuais e espaciais dos seus textos, a partir de uma investigação morfológica, fonética, sintática e semiológica que solicitava uma participação diligente do leitor.
Ana Hatherly (Porto, Portugal, 1929 - Lisboa, Portugal, 2015)Desenho, 1970- Tinta-da-china sobre papel
- 65 x 50 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação da artista em 1999
- Prosseguindo uma exploração formal baseada na construção anagramática, "Desenho" urde a palavra no espaço visual, convocando a "mão inteligente" - expressão de Hatherly para referir a rigorosa disciplina da mão na aprendizagem da ordem dos traços das escritas arcaicas, anagramáticas e ideográficas. Manifestando o ato da escrita, esta obra retira às palavras o seu significado, apresentando-as somente como formas, palavras-imagem que não enunciando nada projetam sentidos possíveis.Situando-se no cruzamento entre as artes visuais e a visualidade da escrita, a obra de Ana Hatherly é marcada pela experimentação na poesia, no desenho, na performance e na pintura. Centrado nas possibilidades visuais e gestuais da palavra, o seu trabalho é influenciado pelo interesse nos ideogramas chineses, nos anagramas barrocos e nos graffiti. Considerada a criadora do primeiro poema visual português, Hatherly enquadrou o seu trabalho no contexto da Poesia Experimental, movimento ligado às práticas de um conjunto de autores que, a partir de finais da década de 1960, procuraram explorar os limites e as possibilidades visuais e espaciais dos seus textos, a partir de uma investigação morfológica, fonética, sintática e semiológica que solicitava uma participação diligente do leitor.
Ana Hatherly (Porto, Portugal, 1929 - Lisboa, Portugal, 2015)Caixa Alfabeto, 1970- Madeira, plástico, fio de cordel
- 5.7 x 13.8 x 10 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação da artista em 2014
- As letras-objeto de "Caixa alfabeto" constituem um alfabeto que gera múltiplos sentidos e leituras. Oferecendo-se à manipulação, elas cruzam arte, jogo e performance enquanto ato significante em si mesmo.Situando-se no cruzamento entre as artes visuais e a visualidade da escrita, a obra de Ana Hatherly é marcada pela experimentação na poesia, no desenho, na performance e na pintura. Centrado nas possibilidades visuais e gestuais da palavra, o seu trabalho é influenciado pelo interesse nos ideogramas chineses, nos anagramas barrocos e nos graffiti. Considerada a criadora do primeiro poema visual português, Hatherly enquadrou o seu trabalho no contexto da Poesia Experimental, movimento ligado às práticas de um conjunto de autores que, a partir de finais da década de 1960, procuraram explorar os limites e as possibilidades visuais e espaciais dos seus textos, a partir de uma investigação morfológica, fonética, sintática e semiológica que solicitava uma participação diligente do leitor.
Havekost, Eberhard
Eberhard Havekost (Dresden, Alemanha, 1967 - Berlim, Alemanha, 2019)Superstar, 2005- Superestrela, 2005
- Óleo sobre tela
- 160 x 300 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2007
- Eberhard Havekost trabalha a partir de diferentes fontes fotográficas que vão de imagens captadas pelo próprio artista a imagens retiradas da televisão, do vídeo, de revistas ou de catálogos, alteradas e manipuladas de forma muito subtil, deixando intactos os seus elementos formais fundamentais. "Superstar" [Superestrela] mostra a imagem de uma casa de madeira. É uma imagem plana com um significado plano, referente superficial, sem profundidade. Tal como em outras obras do artista, "Superstar" fixa uma imagem esvaziada que configura uma experiência híbrida entre a fotografia e a pintura. Através da pintura, Havekost reflete sobre questões de representação no nosso presente saturado de imagens.
Henriques, Pedro
Sem título (da série "Sidewinder"), 2014- Impressão de jato de tinta sobre papel
- 70 x 53 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2016
- Pedro Henriques (Porto, 1985) compõe as suas imagens fotográficas utilizando uma grande variedade de ferramentas digitais e um processo de colagem verdadeiramente intuitivo e aleatório. Superfícies, volumes e detalhes são recombinados para criar novas composições - paisagens imaginárias e especulativas que simultaneamente se relacionam com o mundo físico e o tornam abstrato. Henriques pertence a uma nova geração de artistas portugueses. Através de uma grande variedade de meios - fotografia, vídeo, escultura - o espetador é confrontado com distorções visuais que complicam o reconhecimento imediato dos referentes e instigam uma reflexão sobre o atual estatuto da imagem, numa época em que assistimos à sua constante circulação e mutabilidade.
Sem título (da série "Sidewinder"), 2014- Impressão de jato de tinta sobre papel
- 70 x 53 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2016
- Pedro Henriques (Porto, 1985) compõe as suas imagens fotográficas utilizando uma grande variedade de ferramentas digitais e um processo de colagem verdadeiramente intuitivo e aleatório. Superfícies, volumes e detalhes são recombinados para criar novas composições - paisagens imaginárias e especulativas que simultaneamente se relacionam com o mundo físico e o tornam abstrato. Henriques pertence a uma nova geração de artistas portugueses. Através de uma grande variedade de meios - fotografia, vídeo, escultura - o espetador é confrontado com distorções visuais que complicam o reconhecimento imediato dos referentes e instigam uma reflexão sobre o atual estatuto da imagem, numa época em que assistimos à sua constante circulação e mutabilidade.
Hiller, Susan
Susan Hiller (Tallahassee, EUA, 1940 - 2019)Die Gedanken sind frei, 2012- Os pensamentos são livres, 2012
- Instalação interactiva, técnica mista. Ed. 3/5 + 2 A.P.
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação da artista em 2013
- "Die Gedanken sind frei" [Os pensamentos são livres], de 2012, é uma instalação interativa de Susan Hiller concebida para a Documenta 13, naquele ano. A partir de uma jukebox, o público pode escolher ouvir, sentado em bancos desenhados pela artista e na ordem que entender, 100 canções de teor político por ela colecionadas. As músicas são originárias de várias geografias e de culturas muito diversas, desde a Guerra dos Camponeses na Alemanha de 1524-25 até à Primavera Árabe de 2011. As letras das canções podem ser encontradas nas paredes que rodeiam a jukebox e nos livros-cancioneiro desenhados por Hiller (Mousse Publishing, 2012), que compilam ainda textos e imagens selecionados pela artista e se constituem, simultaneamente, como parte integrante e uma extensão da instalação.Desde os anos 1970, década a que remonta o início da sua carreira, que Susan Hiller recolhe este tipo de materiais de natureza antropológica a que chama de "artefactos culturais" e através dos quais pretende despertar a consciência histórica e social do público. Nas palavras da artista: "A música popular é um contraponto aos ritmos da vida contemporânea, uma condição evocativa e omnipresente do espaço público em todo o lado, em cafés, lojas, bares e autocarros, através da rádio, da internet e dos vários aparelhos de gravação e reprodução de som. As canções podem fazer as pessoas conversar e pensar. Isto lembra-me que a música popular tem sido e continua a ser uma arte perigosa?"
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