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Jonas, Joan
Joan Jonas (Nova Iorque, EUA, 1936)Songdelay, 1973- Filme de 16mm transcrito para vídeo, p/b, som, 4:3, PAL, 18'35"
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- Em "Songdelay", filmado junto ao rio Hudson em Nova Iorque, Joan Jonas encena uma coreografia de espaço, movimento e som, em que a relação entre distância, tempo e perceção é demonstrada através do uso de adereços de caráter lúdico e cénico. A dessincronia entre os performers, a imagem em movimento e o som correspondente é revelada pelo título desta vídeo-performance pioneira, tão marcante para as gerações subsequentes.Pioneira em disciplinas como a performance ou o vídeo, Joan Jonas utiliza ferramentas vindas do desenho e do teatro como formas de exploração desses meios artísticos.
Jotta, Ana
Ana Jotta (Lisboa, Portugal, 1946)Vasco, 1998- Serigrafia sobre tecido
- Altura variável x 39 x 24
- Col. Peter Meeker, em depósito na Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 2000
- Em "Vasco", Ana Jotta serigrafou uma série de reflexões e de elementos gráficos, associados livremente, numa toalha de mesa, um material que associamos à casa e às tarefas domésticas. Mas em vez de ser usada de modo tradicional, a "toalha" de Jotta está enrolada e pendurada, evocando o gesto de secar as mãos, variando o seu comprimento segundo o espaço em que é exposta. Os próprios textos foram reproduzidos de todo o tipo de fontes literárias. O fundo azul simula de certa forma o papel químico antigamente usado para transferir textos e desenhos. A ideia do artista como um copista é uma das estratégias definidoras a que Jotta recorre para criticar a noção de toque pessoal ou estilo singular. Ana Jotta apropria-se constantemente de objetos, imagens e textos alheios, simultaneamente jogando com as linguagens artísticas do minimalismo, pós-minimalismo e process art. Nas últimas três décadas, a artista explorou praticamente todos os meios artísticos, da pintura à escultura, passando pelo desenho, pelos bordados, pela costura e pela cerâmica.
Ana Jotta (Lisboa, Portugal, 1946)Zambujeira do Mar, 2000- Alumínio fundido (32 elementos)
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2006
- Zambujeira do Mar é o nome de uma praia do Alentejo, no sul de Portugal, conhecida por ser, desde 1997, o palco de um festival anual de música pop e rock, o Sudoeste, que em agosto apresenta as bandas internacionais do momento. Pouco depois do início desta peregrinação de milhares de jovens, Ana Jotta adquiriu nessa zona uma casa onde passava regularmente temporadas de repouso ? a que outros chamariam jornadas de labor (lembremo-nos de que em vários dos seus trabalhos Jotta inscreve a frase "haverá vida depois do trabalho?") ?, durante as quais se dedicou a recolher e colecionar madeiras gastas que o mar vai trazendo e que se vão apanhando nos passeios marítimos. Estas madeiras foram depois passadas a alumínio, numa pequena empresa que fabrica sobretudo utensílios de cozinha."Zambujeira do Mar" (2000) é constituída por 32 elementos desta "madeira prateada" que podem ser distribuídos no espaço da forma que melhor se adapte ao museu ou à galeria. Por exemplo, na exposição "Rua Ana Jotta", na Casa de Serralves, em 2005, a obra foi instalada com os seus vários elementos empilhados uns sobre os outros, enquanto em "A Entrevista Perpétua", apresentada no Edifício Axa, no centro do Porto, em 2012, os mesmos elementos formavam um carreiro. Questionada sobre a forma correta de instalar "Zambujeira do Mar", a artista responde: "O curador que decida!"A obra testemunha o interesse de Ana Jotta pelos processos de corrupção (neste caso a erosão provocada pelo mar). É essa atração que a leva a constantemente introduzir no seu trabalho pequenas alterações que constituem afastamentos ou degradações relativamente à pureza, qualidade ou correção de determinados movimentos artísticos. À primeira vista, muitas das suas peças parecem encaixar-se sem atrito nos vários "ismos" (expressionismo, minimalismo, conceptualismo, entre outros) que marcaram o século XX, mas um olhar mais atento revela pequenos mas importantes desvios, que são uma espécie de tradução visual dos jogos de linguagem tão caros à artista, nomeadamente formas deliberadamente erradas de pronunciar ou escrever uma palavra ou locução. "Zambujeira do Mar" decorre de, e torna evidente, uma outra faceta da prática artística de Ana Jotta: a sua fúria colecionista e apropriadora. A casa de Jotta, repleta, em todas as divisões, do chão ao teto, de objetos da mais variada natureza ? obras próprias e ofertas de amigos artistas, mas sobretudo objetos obsoletos de uso quotidiano, artesanato, brinquedos, souvenirs, curiosidades de todos os cantos do mundo ?, é obra de uma verdadeira artista-colecionadora, desejosa de recriar no ambiente que a rodeia uma versão condensada do mundo.
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