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Kawara, On
On Kawara (Aichi, Japão, 1933 - Nova Iorque, EUA, 2014)May 21,1987, 1987- 21 de Maio de 1987, 1987
- Liquitex sobre tela, cartão, folha de papel de jornal
- 25.5 x 33 cm
- Col. Secretaria de Estado da Cultura, em depósito na Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 1990
- Iniciadas em 1966, as "Date paintings" são uma série em desenvolvimento de telas monocromáticas que registam a data em que são realizadas. Kawara pinta a data de acordo com a convenção gráfica usada no país onde se encontra nesse dia. Cada pintura é acompanhada por um recorte de jornal colado na caixa de cartão. Estes recortes de jornal são por vezes exibidos em vitrinas, em conjunto com as pinturas. No caso particular desta obra o recorte é do New York Times e documenta um caso de corrupção nas forças armadas americanas, no contexto do apoio da administração norte-americana aos Contras, numa tentativa de evitar a tomada de poder pelas forças sandinistas na Nicarágua. O impacto das práticas artísticas conceptuais dos anos 1960 é evidente na obra de On Kawara - particularmente no seu uso da linguagem e de enunciados narrativos -, e resulta da sua mudança do Japão para Nova Iorque em 1965. A dimensão diarística e o assinalar do tempo através de uma série de gestos quotidianamente repetidos, como o envio de um postal ou de um telegrama ("I got up" [Levantei-me], 1968, e "I am still alive" [Ainda estou vivo], 1969), são centrais no seu trabalho. O caráter íntimo e privado destes gestos dissolve-se quando são inseridos em cadeias de transmissão de informação e obsessivamente repetidos ao longo dos anos.
Kiefer, Anselm
Anselm Kiefer (Donaueschingen, Alemanha, 1945)Ohne Titel (Landschaft mit Pfeilen), 1974- Sem título (Paisagem com setas), 1974
- Óleo sobre tela
- 80 x 70 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- A pintura "Ohne Titel (Landschaft mit Pfeilen)" [Sem título (Paisagem com setas)] foi realizada no ano em que Anselm Kiefer começou a pintar paisagens, às quais sobrepunha sistematicamente elementos gráficos. Este era o método de tornar a pintura de paisagem num palco para a evocação da história e da mitologia. Kiefer foi um dos protagonistas do chamado regresso à pintura dos anos 1980. Aluno de Joseph Beuys na Kunstakademie de Düsseldorf no início da década de 1970, foi inspirado pelo interesse deste artista e professor pelos mitos culturais, as metáforas e os símbolos passíveis de elucidar a identidade e a história recente da Alemanha. Tema recorrente da sua obra pictórica é também a natureza duplicadora da representação, muitas vezes explicitada através da aplicação de objetos e elementos gráficos sobre telas em que também surgem reproduzidos.
Knoebel, Imi
Imi Knoebel (Dessau, Alemanha, 1940)Weisse Wand, 1969 - 1996- Parede branca, 1969 - 1996
- Tinta acrílica sobre madeira (8 elementos)
- 246.7 x 164 x 94 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2003
- A atenção ao espaço, à cor e à forma caracterizam a constante interrogação sobre as condições da pintura que têm definido o trabalho de Imi Knoebel desde os anos 1960. Explorando as fronteiras entre a pintura e a escultura, os oito painéis apoiados uns nos outros e encostados à parede pretendem enfatizar a materialidade objectual e pictórica, ao mesmo tempo que eliminam quaisquer referências exteriores ou conteúdo. O branco que reveste os painéis de madeira assinala um regresso às formas pintadas de branco de Imi Knoebel da década de 1970. O artista quis deixar esta referência manifesta na datação deste trabalho, a qual se complementa ainda com o ano de 1969, data da realização do desenho que lhe serviu de base. O aspeto minimalista de "Weisse Wand" [Parede branca, como da obra em geral deste artista, baseia-se numa reinterpretação do modernismo centro-europeu do início do século XX, em particular o funcionalismo estético desenvolvido pela Bauhaus e o suprematismo de Malevitch, este último despojado da teoria metafísica e apreendido, sobretudo, através das suas características formais e cromáticas. Ao longo da sua carreira, Knoebel tem continuamente levado mais longe a sua reformulação da pintura, criando formas cada vez mais excêntricas, dispondo-as em arranjos complexos e introduzindo elementos tridimensionais: a pintura explorada como um campo de inúmeras possibilidades.
Kounellis, Jannis
Jannis Kounellis (Pireu, Grécia, 1936 - Roma, Itália, 2017)Sem título, 1969- Ferro, lã
- 41 x 190 x 82 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- A obra consiste na estrutura de uma cama de ferro sobre a qual está um monte de lã crua, não cardada. Suporte frequentemente usado na obra de Kounellis, a cama evoca a presença do corpo e os ciclos de nascimento e morte, enquanto a lã evoca sensações de prazer ou conforto.No início dos anos 1960 Kounellis começou a incorporar vários elementos nas suas pinturas e as suas composições tornaram-se cada vez mais escultóricas. Trabalhos subsequentes dessa década foram marcados pela introdução de plantas, animais e materiais como ferro, carvão, serapilheira e lã, que abandonam a tela para ocupar o espaço da galeria em unidades ritmicamente organizadas. Estes materiais seriam pouco tempo depois associados à arte povera e, a convite de Germano Celant, Kounellis integrou a primeira exposição do movimento em 1967. A sua conceção da galeria como moldura que expande o campo da imagem seria desenvolvida em instalações e ambientes realizados com objetos encontrados, como camas de ferro, mesas, portas e janelas de madeira, e elementos como o fogo, o fumo e a fuligem. O artista usou o espaço da galeria como palco de fusão entre vida real, ficção e arte; como um lugar onde narrativa e objetos confluem para criar imagens. Já em 1968 Kounellis expressara o objetivo fulcral da sua obra: "Uma coisa que temos de conseguir hoje é a unidade entre a vida e a nossa prática artística."
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