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Queiroz, João
João Queiroz (Lisboa, Portugal, 1957)Sem título, 2008 - 2009- Óleo sobre tela
- 189 x 287 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2009
- A prática artística de João Queiroz está desde sempre ligada ao género da paisagem enquanto modelo de representação. Mais do que um tema persistente, a natureza é na sua obra pretexto para sofisticados exercícios de exploração visual que funcionam como desafios à atenção dos espectadores. Caracteriza-a um processo de criação das imagens muito particular - as suas pinturas resultam quase sempre de uma mesma metodologia, que pressupõe três fases distintas. O artista começa por executar desenhos à vista, para depois, a partir deles, produzir aguarelas, transferindo os códigos de representação do desenho para os códigos da pintura. Numa terceira fase, Queiroz concebe e realiza, tendo como referentes exclusivos as aguarelas, pinturas em que a ampliação da escala e a adaptação a novos materiais plásticos (a tinta de óleo) dão lugar a um objeto já bastante afastado do referente inicial, mas ainda reconhecível enquanto paisagem. Esta pintura é um extraordinário exemplo de como os códigos de representação da paisagem nos podem levar a crer estarmos perante a imagem de um lugar que acreditamos existir (ou ter existido) de facto. Apenas numa observação mais cuidada verificamos que as pinceladas, apressadas e bruscas, não denotam intenções realistas, que as manchas de cor fogem ao pantone natural, que a relação de escala entre os elementos não respeita exatamente a natureza nem as leis da geometria.
Queiroz, Jorge
The Studio, 2013- O estúdio, 2013
- Óleo e tinta acrílica sobre tela
- 180 x 160 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2014
- "The Studio" (2013), de Jorge Queiroz (Lisboa, 1966), dá continuidade à sua exploração do subconsciente enquanto gerador de imagens inquietantes. Trabalhando entre a abstração e a figuração, e recorrendo a uma paleta de cores ácidas, o artista apresenta paisagens e figuras indefinidas, difusas e fiapos de narrativas, cujo sentido nunca é explícito. O universo de Queiroz é formado por um imaginário misterioso onde personagens e situações suscitam uma permanente ambivalência entre o real e o fantástico, num constante desafio à interpretação e à construção de um significado coerente. Este teste aos limites entre aquilo que é e não é reconhecível ou representável, associado a um processo de trabalho que privilegia o inconsciente e a associação livre, dando primazia ao aleatório, ao acaso, explica a contínua associação deste artista ao legado surrealista.
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