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Exposições
EUGÈNE GREEN | A IMAGEM DA PALAVRA DE 2019-11-26 a 2020-02-06
A imagem da palavra é, para Eugène Green, outra maneira de dizer cinema, como poderia ser também uma fórmula que sintetiza todo o seu percurso como artista. A exposição que agora apresentamos na Casa do Cinema Ma...
EUGÈNE GREEN | A IMAGEM DA PALAVRA
DE 2019-11-26 a 2020-02-06
![]() A imagem da palavra é, para Eugène Green, outra maneira de dizer cinema, como poderia ser também uma fórmula que sintetiza todo o seu percurso como artista. A exposição que agora apresentamos na Casa do Cinema Manoel de Oliveira (e que é, aliás, a primeiríssima mostra da obra de Eugène Green em contexto expositivo) abre pistas sobre a sua produção cinematográfica – sobre os processos de trabalho, os temas mais recorrentes e as posições estéticas e estilísticas que a caracterizam: sobre as suas visões do mundo –, dando a ver a singularidade do universo fílmico criado pelo cineasta. Focando-se no modo como Green pensa a possibilidade de filmar o invisível e de revelar a manifestação daquilo a que chama "presença real” (da palavra, dos atores, dos lugares, das ideias), esta exposição não descura, igualmente, o modo como o realizador reinventa estratégias formais dos primórdios do cinematógrafo, ao mesmo tempo que lida com um imaginário que, parecendo extemporâneo, trás à luz muitas das contradições do nosso tempo. A centralidade da palavra, a teatralidade, o questionamento da representação, o neoprimitivismo não são, portanto, as únicas afinidades que o cinema tão desalinhado quanto erudito de Eugène Green mantém com a modernidade paradoxal de Manoel de Oliveira. Nascido em 1947, em Nova Iorque – nesse território situado entre o Canadá o México, cujo nome se recusa a nomear (referindo-se-lhe sempre como "Barbárie”) –, parte para a Europa no final dos anos 1960, com o intuito de fixar-se em Inglaterra "para aprender inglês”, tendo acabado por estabelecer-se definitivamente em Paris. O francês torna-se a sua língua de adoção e França o seu país de acolhimento, tendo adquirido a nacionalidade francesa em 1976. No ano seguinte, funda o Théâtre de la Sapience, companhia com que se lança na redescoberta e reabilitação do teatro barroco francês, acabando por se afastar dos palcos em 1999, ano em que inicia a rodagem do seu primeiro filme, Toutes les Nuits (2001). Depois disso realizou, até à data, treze filmes (dos quais, oito longas metragens), assinando ainda uma vasta produção literária que permite situar Green na senda dos mais originais "cineastas teóricos” do século XX. No seu triplo exílio – geográfico, temporal, linguístico – e multiplicando-se entre a escrita, o teatro e o cinema, Eugène Green tem, assim, vindo a construir um percurso pessoal e artístico fundado no culto de diferentes formas de recuo e de distância que fazem dele um "homem do seu tempo” e lhe possibilitam, nessa exterioridade, aguçar o sentido crítico em relação ao presente. Desde A Religiosa Portuguesa (2009), o cineasta tem dedicado um interesse particular a Portugal, que se prolonga em Como Fernando Pessoa salvou Portugal (2018) e culmina, até à data, em Lisboa Revisitada (2019), filme realizado especificamente para Serralves. Descrito pelo próprio como um exercício de montagem, este novo filme regressa, pela via documental, aos mesmos locais que víamos no primeiro filme através do filtro da ficção. O protocolo de filmagem é outro, mas outra é também a cidade que se filma. Se O Conquistador Conquistado, realizado em 2012 por Manoel de Oliveira para a Guimarães – Capital Europeia da Cultura, é um dos primeiros filmes portugueses a colocar, com humor, o dedo sobre uma ferida de que, à data, não havia senão discretos sintomas, a arqueologia cinematográfica de Green é um olhar contrastante que nos apresenta uma cidade em ruínas, onde a vida se oculta sob o manto do turismo. Mas, Lisboa Revisitada terá, também, de ser julgado como um filme que, ao questionar a gentrificação dos centros urbanos, não poderá deixar de interrogar a responsabilidade do cinema no imparável processo de turistificação das cidades. É que se, como se lê num dos intertítulos do filme, "o cinema revela a realidade escondida” enquanto "o turismo esconde a realidade visível”, pode dar-se o caso de a representação cinematográfica ser, ela própria, uma "forma de turismo”. Entre revelações e ocultações – mas não é, isso mesmo, o que está sempre em jogo no ato de fabricar imagens? – a exposição de Eugène Green mostra-se, neste ponto, particularmente atenta a questões de toda a atualidade e que não podem ser descartadas do foro da discussão dos desígnios nacionais (e internacionais) das políticas do cinema quanto à "imagem” – e, espera-se, às imagens múltiplas e diversas – que se projetam e nos projetam. Exposição organizada pela Fundação de Serralves – Casa do Cinema Manoel de Oliveira, comissariada por António Preto. Imagem: Fotograma do filme Le Fils De Joseph (2016) de Eugène Green Trailer do filme Lisboa Revisitada, de Eugène Green, em exibição permanente na exposição. Actividades Relacionadas
VISITAS ORIENTADAS
08 DEZ | Dom | 12h00 Por António Preto 26 JAN | Dom | 11h00 Por Luís Urbano 02 FEV | Dom | 12h00 Por Ricardo Vieira Lisboa Mais informação aqui.
CONFERÊNCIAS
27 NOV | 18h30 EUGÈNE GREEN - O CINEMATÓGRAFO, ARTE DA PRESENÇA 08 JAN | 18h30 MATHIAS LAVIN - A PALAVRA NO CINEMA
CARTA BRANCA A EUGÉNE GREEN
5 JAN | Dom | 17h00 Blow-Up, 1966 10 JAN | Sex | 21h30 Conte d'automne, 1998 11 JAN | Sab | 17h00 Braguino, 2017 Le parc, 2016 12 JAN |Dom | 17h00 Mimosas, 2016
RETROSPETIVA INTEGRAL
17 JAN | Sex | 21h30 Toutes les nuits, 2001 18 JAN | Sab | 17h00 Le nom du feu, 2002 Le monde vivant, 2003 19 JAN | Dom | 17h00 Le pont des Arts, 2004 25 JAN | Sab | 17h00 Correspondances, 2009 A Religiosa Portuguesa, 2009 26 JAN | Dom | 17h00 Les signes, 2006 La Sapienza, 2014 31 JAN | Sex | 21h30 Faire la parole, 2015 1 FEV | Sab | 17h00 Le fils de Joseph, 2016 2 FEV | Dom | 17h00 Preso egon denaren gogoa, 2018 Como Fernando Pessoa Salvou Portugal, 2018 En attendant les barbares, 2017
CABRITA - A ROVING GAZE (Um olhar inquieto) DE 2019-11-20 a 2020-03-15
Pedro Cabrita Reis faz parte da história do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, que recém-inaugurado, logo em 1999 acolheu uma exposição da sua obra. Neste seu regresso a Serralves, exatamente vinte anos depois, s...
CABRITA - A ROVING GAZE (Um olhar inquieto)
DE 2019-11-20 a 2020-03-15
![]() Pedro Cabrita Reis faz parte da história do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, que recém-inaugurado, logo em 1999 acolheu uma exposição da sua obra. Neste seu regresso a Serralves, exatamente vinte anos depois, será apresentada uma exposição especificamente concebida para os seus espaços. Intitulada A ROVING GAZE (Um olhar inquieto), a exposição traduzirá exemplarmente a relação entre a prática artística de Cabrita Reis e a sua reflexão sobre a função dos museus através da criação de uma única obra de grande escala e forte pendor autobiográfico que percorrerá todo o espaço da exposição sem qualquer preocupação de ordem cronológica. A ROVING GAZE (Um olhar inquieto) dará a ver em inúmeras estruturas concebidas pelo artista, fotografias de obras de sua autoria desde 1999 até à data, em conjunto com uma série de objetos, desenhos, documentos e outros trabalhos, construindo um ambiente de instalação total onde se cruzam a vida e a obra do artista. Pedro Cabrita Reis fotografado por Patrícia Garrido, 2019 © Patrícia Garrido, 2019 ![]() Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO | 19 NOV (TER), 22H
Bebidas oferecidas pelo Super Bock Group.
VISITAS ORIENTADAS
26 JAN (DOM) 12h00 Com Pedro Cabrita Reis, artista e Miguel von Hafe Pérez, Curador 15 FEV (SÁB) 15h30 Por Laredo, Associação Cultural (Língua Gestual Portuguesa)
CONVERSA
12 MAR | Qui | 19h00 Com Pedro Cabrita Reis, artista e José Miranda Justo, investigador
NOVO BANCO REVELAÇÃO: 2019 DE 2019-11-07 a 2020-03-15
Esta é a edição de 2019 do prémio NOVO BANCO Revelação, uma parceria com o NOVO BANCO destinada a apoiar a jovem produção artística portuguesa no campo da fotografia. As candidaturas recebidas foram este ano a...
NOVO BANCO REVELAÇÃO: 2019
DE 2019-11-07 a 2020-03-15
![]() Esta é a edição de 2019 do prémio NOVO BANCO Revelação, uma parceria com o NOVO BANCO destinada a apoiar a jovem produção artística portuguesa no campo da fotografia. As candidaturas recebidas foram este ano analisadas por um júri internacional composto por Susana Lourenço Marques (professora de Fotografia e História da Fotografia na Faculdade de Belas-Artes do Porto), a equatoriana Manuela Moscoso (curadora da Bienal de Liverpool de 2020) e o curador independente espanhol Pedro de Lhano. Em diálogo com Filipa Loureiro e Ricardo Nicolau — os dois curadores responsáveis pela gestão e a apresentação do projeto em Serralves —, o júri distinguiu este ano os projetos de Diogo da Cruz, Luís Ramos e Alice dos Reis (eleita como a vencedora), que, graças à bolsa de produção concedida pelo NOVO BANCO, foram realizados e agora vemos expostos em Serralves. A instalação proposta por Diogo da Cruz investiga o estatuto da fotografia e o seu papel legitimador do conhecimento e dos acontecimentos. Aproximando arte e ciência, o artista acompanha o trabalho de pesquisadores que, no interior de uma montanha onde instalaram uma poderosa "máquina fotográfica”, procuram captar o desconhecido, fotografar matéria negra. O projeto apresentado por Luís Ramos, carregado de remissões irónicas ao mundo da arte – em que se destaca uma escultura feita de objetos industriais que se pode confundir com uma obra pós-minimalista –, discute o potencial heurístico dos diferentes dispositivos de criação de imagens fotográficas, com particular atenção às acidentalmente geradas com o telemóvel, por isso logo descartadas. No âmbito mais lato da sua investigação em torno da relação entre espécies, da miscigenação, do hibridismo e da ecologia dos oceanos, Alice dos Reis submeteu a concurso um filme de ficção científica subsidiário de uma prática da fotografia passível de facilitar o eixo horizontal da relação e permitir aos humanos verem "com animais em lugar de olhar para animais”. Além da produção do vídeo com que concorreu ao prémio, Alice dos Reis esteve particularmente envolvida na publicação monográfica dedicada ao vencedor. Tradução deste investimento, uma das salas de exposição foi concebida como um espaço de leitura, onde os visitantes podem – antes ou depois de assistirem ao seu vídeo – familiarizar-se com os universos aí explorados. Actividades Relacionadas
NORA TURATO - ALGUÉM DEVIA DIZER-TE O QUE É QUE REALMENTE SE ESTÁ A PASSAR DE 2019-10-04 a 2020-01-19
Esta é a primeira exposição individual em Portugal de Nora Turato (Zagreb, 1991), artista croata que atualmente vive e trabalha em Amesterdão, cidade onde durante dois anos foi artista-residente na prestigiante Rijksakad...
NORA TURATO - ALGUÉM DEVIA DIZER-TE O QUE É QUE REALMENTE SE ESTÁ A PASSAR
DE 2019-10-04 a 2020-01-19
![]() Esta é a primeira exposição individual em Portugal de Nora Turato (Zagreb, 1991), artista croata que atualmente vive e trabalha em Amesterdão, cidade onde durante dois anos foi artista-residente na prestigiante Rijksakademie. Depois de no ano passado Serralves ter apresentado o seu trabalho performativo no contexto de "O Museu como Performance”, Turato regressa com um vídeo integralmente filmado no Auditório do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. someone ought to tell you what it’s really all about [alguém devia dizer-te o que é que realmente se está a passar] resulta de filmagens realizadas em Serralves durante uma semana em que a artista disse (levando a voz a extremos) no palco do Auditório um monólogo "escrito por si” – uma mescla de frases retiradas de livros, filmes, anúncios publicitários e posts de redes sociais. Este texto, a forma como é dito, a referência ao teatro, convocam a crise emocional de uma actriz (incarnada por Gena Rowlands) descrita num filme que constituiu uma referência fundamental para este seu trabalho: Noite de Estreia (1977) , de John Cassavetes. Em someone ought to tell you what it’s really all about [alguém devia dizer-nos o que é que realmente se está a passar], Nora Turato é a atriz em crise, que com os seus monólogos sincopados, à beira da histeria, contraria a restritiva ideia do teatro como uma recitação profissional de um texto pré-escrito, inaugurando um espaço performativo volátil e insubordinado. A crise não é aqui descrita ou ilustrada, mas informa, como no filme de Cassavetes, operações formais e decisões fílmicas, resultando num objeto que se distingue decisivamente da mera captação de uma performance da artista. A artista, que primeiro se destacou pelas suas performances – em contextos como a Manifesta de 2018, em Palermo e a Liste art fair do mesmo ano, em Basileia –, tem vindo a expor em algumas legitimantes instituições, nomeadamente o Centro de arte Beursschouwburg, em Bruxelas (2019) e o Kunstmuseum Liechtenstein (2019), sendo considerada uma das mais empolgantes jovens artistas da atualidade. Curadoria: Ricardo Nicolau, adjunto da direção do Museu de Arte Contemporânea de Serralves ![]() Actividades Relacionadas
ÁLVARO SIZA - IN/DISCIPLINA DE 2019-09-19 a 2020-02-02
Nome: Álvaro SizaDisciplina: tão pouca quanto possívelEsta nota confessional - certo dia escrita por Álvaro Siza na guarda interior de um dos seus cadernos de desenho, de formato escolar - serviu de ponto de partida para esta ...
ÁLVARO SIZA - IN/DISCIPLINA
DE 2019-09-19 a 2020-02-02
![]() Nome: Álvaro Siza Disciplina: tão pouca quanto possível Esta nota confessional - certo dia escrita por Álvaro Siza na guarda interior de um dos seus cadernos de desenho, de formato escolar - serviu de ponto de partida para esta exposição comemorativa do 20.º aniversário do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Álvaro Siza:in/disciplina revela-nos a salutar inquietude e a insubmissão do seu método criativo que, forjado no cruzamento entre saberes, culturas, geografias, obras e autores, sustentou, ao longo de mais de seis décadas, um constante questionamento da arquitetura a partir, simultaneamente, do que está dentro e fora da disciplina. Com base em trinta projetos realizados entre 1954 e 2019 (construídos ou não), a exposição percorre a trajetória de Álvaro Siza, desde o período da sua formação até à sua plena afirmação autoral, através das suas leituras, dos seus cadernos de esquissos e registos de viagem, dos retratos que dela fizeram fotógrafos e amigos, das publicações seminais que as publicaram e do testemunho pessoal de muitas personalidades que com ela se cruzaram ao longo do tempo. Curadores da exposição: Nuno Grande e Carles Muro A exposição é organizada pela Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto, com a contribuição fulcral do seu Arquivo Álvaro Siza, do Álvaro Siza Fonds do Canadian Centre for Architecture (CCA), Montréal, e do Arquivo Álvaro Siza da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), Lisboa. Imagem: Álvaro Siza, image from Sketchbook nº110. Col. Álvaro Siza Fonds - Canadian Centre for Architecture, Montréal (CCA). VISITA VIRTUAL Mecenas da Exposição
![]() Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO | 18 SET (QUA), 22H
Abertura da exposição ao público
PENSAMENTO
21 SET (SÁB) 17h00 A IN/DISCIPLINA DE ÁLVARO SIZA 06 OUT (Dom) 12h00 VISITA ORIENTADA por Inês Caetano, Serviço Educativo 23 OCT (QUA) 18h30 RELAÇÕES E CUMPLICIDADES ENTRE ÁLVARO SIZA E OS FOTÓGRAFOS DA SUA OBRA 16 NOV (SÁB) 15h30 VISITA ORIENTADA em língua gestual portuguesa, por Laredo 20, 21, 22 e 26 NOV ÁLVARO SIZA TALKS 2019 – DISCURSOS SOBRE ARQUITECTURA 23 NOV (SÁB) 17h00 VISITA ORIENTADA por Carles Muro, co-comissário da exposição 07 DEZ (SÁB) 10h00 – 17h00 A EUROPA EM ÁLVARO SIZA – Cidade, Democracia e Arquitetura 11 e 12 JAN (SÁB) 10h00 – 17h00 OLHARES CRUZADOS 01 FEV (SÁB) 15H30 VISITA ORIENTADA por Nuno Grande, co-curador da exposição
CINEMA
CARTA BRANCA A ÁLVARO SIZA 4 OUT | SEX | 18H O Arquitecto e a Cidade Velha - Catarina Alves Costa 5 OUT | SAB | 18H A Dama de Chandor - Catarina Mourão 6 OUT | DOM | 18H Rear Window - Alfred Hitchcock 11 OUT | SEX | 18H The Apartment - Billy Wilder 12 OUT | SAB | 18H Vale Abraão - Manoel de Oliveira
TURISMO CULTURAL
PASSEIOS INDISCIPLINADOS PELA OBRA DE ÁLVARO SIZA 03 DEZ 19 Arquiteto João Paulo Rapagão 06 DEZ 19 Arquiteto José Salgado 14 DEZ 19 Arquiteto António Choupina 13 JAN 20 Arquiteta Maria Souto de Moura
EM LOOP: FILMES DA COLEÇÃO DE SERRALVES DE 2019-09-12 a 2019-09-29
Em Loop: Filmes da Coleção de Serralves reúne uma seleção de filmes, compilados em projeção contínua, organizada em três momentos. O primeiro momento (12 a 17 de setembro) mostra um conjunto de filmes que, de uma forma ge...
EM LOOP: FILMES DA COLEÇÃO DE SERRALVES
DE 2019-09-12 a 2019-09-29
![]() Em Loop: Filmes da Coleção de Serralves reúne uma seleção de filmes, compilados em projeção contínua, organizada em três momentos. O primeiro momento (12 a 17 de setembro) mostra um conjunto de filmes que, de uma forma geral, aborda as ideias de tempo e de memória. Os filmes que constituem o segundo momento (18 a 23 de setembro) recorrem, de modos diversos, a linguagens e técnicas da televisão, do vídeo e da publicidade e refletem sobre esses universos. O terceiro e último momento (24 a 29 de Setembro) relaciona-se com a performance e com a presença de várias práticas performativas registadas em filmes e vídeos, que existem e se impõem enquanto objetos autónomos. Filmes de: !Von Calhau!, John Baldessari, Pedro Barateiro, Dara Birnbaum, E. M. de Melo e Castro, Mauro Cerqueira, Filipa César, Ângela Ferreira, Walter Gutman, Tony Oursler, Fernando José Pereira, Francisco Queirós, Richard Serra, João Tabarra, Francesco Vezzoli, Marijke van Warmerdam Imagem: Still do filme Light [Luz] (2010), de Marijke Van Warmerdam - PEDRO BARATEIRO (Almada, 1979) Teoria da Fala (fábrica), 2009 Filme 16mm transcrito para vídeo, p/b, sem som, 2’26’’. P.A. Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação do artista 2010 Teoria da fala (orelha objecto), 2009 Filme 16mm transcrito para vídeo, p/b, som, 2’11’’. Ed. 1 + 1 P.A. Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação do artista em 2010 - MAURO CERQUEIRA (Guimarães, 1982) Porto Morto, 2010 Vídeo, cor, som, 18’25’’. Ed. 1/3 + 1 P.A. Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2011 - FILIPA CÉSAR (Porto, 1975) Sem título (Twirler), 1999 Vídeo, cor, sem som, 5’30’’ Col. Banco Privado Português, S.A. – Em Liquidação, em depósito na Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 2000 - FERNANDO JOSÉ PEREIRA (Porto, 1961) permafrost (barentsburg), 2009 Vídeo, p/b, som, 9’13’’ Col. Ivo Martins, em depósito na Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 2010 hope-less [09’31’’ of the Earth’s rotation], 2007 Video, som, cor, 10’33’’ Video, sound, colour, 10’33” Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2012 - MARIJKE VAN WARMERDAM (Nieuwer-Amstel, Holanda, 1959) Light [Luz], 2010 Filme de 35 mm transferido para formato digital, loop, cor, 1’30’’. Ed. 1/3 + P.A. Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2019 - DARA BIRNBAUM (New York, 1946) Kiss the Girls: Make them Cry, 1979 Vídeo, cor, som, 6’40’’ Remy/Grand Central: Trains and Boats and Planes, 1980 Vídeo, cor, som, 4’18” Artbreak, MTV Networks, Inc., 1987 Vídeo, p/b e cor, som, 2’32’’ Transgressions, 1992 Vídeo, cor, som, 1’17’’ Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010 - RICHARD SERRA (San Francisco, 1939) Television Delivers People [A televisão liberta as pessoas], 1973 Vídeo, cor, som, 6’ Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999 - FRANCESCO VEZZOLI (Brescia, Itália, 1971) Amália Traída, 2004 Vídeo, p/b, cor, som, 9’40” Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação do artista em 2005 - FRANCISCO QUEIRÓS (Lisboa, 1972) I Feard the Fury of my Wind [Temo a fúria de meu vento], 2002 Vídeo, cor, som, 4’. Ed. 1/3 Video, colour, sound 4’. Ed. 1/3 If you Trap the Moment Before Its Ripe [Se agarrares o momento antes que esteja maduro], 2003 Vídeo, cor, som, 2’18’’. Ed. 1/3 Eternity [Eternidade], 2003 Vídeo, cor, som, 2’12’’. Ed. 1/3 Mon.ster (acts of love), 2009 Vídeo, cor, som, 2’30’’. Ed 1/3 Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2011 - TONY OURSLER (New York, 1957) Tunic (Song for Karen) - In collaboration with Sonic Youth, 1990 Vídeo, cor, som, 6’17” Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2011 - !VON CALHAU! Avesso Reverse, 2011 Filme 16mm transferido para vídeo, cor, som, 19’15’’ Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Trabalho desenvolvido no âmbito da edição de 2011 do Projeto Sonae|Serralves Aquisição em 2012 - JOHN BALDESSARI (National City, California, 1931) Six Colorful Inside Jobs [Seis trabalhos internos coloridos], 1977 Filme de 16mm transferido para vídeo, cor, sem som, 32› 53» Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2011 - E. M. DE MELO E CASTRO (Covilhã, 1932) Música negativa Negative Music, 1977 Filme de 16mm transferido para vídeo, p/b, sem som, 3’ 57’’ Roda Lume Fogo Wheel of fire, 1969 - 1986 Vídeo, p/b, som, 3’ Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2007 - JOÃO TABARRA (Lisboa, 1966) Linha de Costa Coastline, 2007 Vídeo, cor, som, 4:3, 1’20’’. Ed. 1/5 + 1 P.A. Êxodo Exodus, 2007 Vídeo, cor, som, 4:3, 8’55’’. Ed. 1/5 + 1 P.A. Col. Coll. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2008 - ÂNGELA FERREIRA (Maputo, 1958) Pega Grapple, 2000 Vídeo, cor, som, 8’. Ed.1/3 Col. Banco Privado Português, S.A. – Em Liquidação, em depósito na Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 2000 - WALTER GUTMAN (Chicago, 1903 – New York, 1986) Trisha Brown Co. at Whitney Museum 1971, The Rehearsal [Trisha Brown Co. no Whitney Museu 1971, O ensaio], 1971 Filme de 16mm transferido para vídeo, cor, sem som, 8’30” Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2011
Há Luz no Parque 2019 DE 2019-07-18 a 2019-09-21
Há Luz no Parque - todas as quintas, sextas e sábadosHorário: 21h30 – 00h00 (último bilhete: 23h00)Entrada: R. Dom João de Castro, 210No dia 13 de setembro, a instalação Há Luz no Parque não abre ao público. ...
Há Luz no Parque 2019
DE 2019-07-18 a 2019-09-21
![]() Há Luz no Parque - todas as quintas, sextas e sábados Horário: 21h30 – 00h00 (último bilhete: 23h00) Entrada: R. Dom João de Castro, 210 No dia 13 de setembro, a instalação Há Luz no Parque não abre ao público. Lamentamos o transtorno. Na sua V edição, a instalação "Há Luz no Parque” representa um momento especial de programação do Parque de Serralves. Nos meses de verão, o Parque é aberto ao público em horário noturno, convidando os visitantes a participar de experiências e vivências ambientais e culturais diferenciadoras. Para tal, vários percursos, árvores e elementos construídos icónicos, são decorativamente iluminados, projetando um jogo de luz na criação de novos cenários que se centram na Alameda dos Liquidâmbares, no Lago e na Quinta. O programa de atividades que acompanha o período de vigência da instalação, apresenta visitas orientadas ao Parque, que numa experiência noturna, realçam e mostram a convergência entre o plano natural e artístico e, em simbiose, contam histórias e reforçam o património natural notável, numa descoberta da vida que desperta à noite. O CONCEITO DO HÁ LUZ NO PARQUE 2019 Na iluminação de um ambiente exterior, podemos apenas considerar a luz como forma de garantir a funcionalidade do espaço, respondendo a exigências básicas na área da visibilidade e segurança. Porém, a conciliação de tais princípios funcionais com uma dimensão mais expressiva permite explorar as múltiplas potencialidades criativas, lúdicas e pedagógicas que a luz artificial pode deter sobre as pessoas, a natureza e os espaços construídos. Há Luz no Parque Para: ORIENTAR A simples premissa de que só há espaço se houver luz, transforma este elemento num dos mais poderosos instrumentos e meios de expressão ao nosso dispor. Uma das principais funcionalidades da iluminação noturna do Parque traduz-se, antes de mais, na capacidade em organizá-lo e em sugerir direções aos visitantes, ao longo das diversas vias e percursos disponíveis. Otimizando as condições de visibilidade e segurança das pessoas, este tipo de iluminação exterior permite redescobrir as linhas estruturantes do Parque e a geografia geral da paisagem, assim como orientar os visitantes para determinadas passagens ou lugares-chave. Com o mínimo de presença e poluição visual possível, a luz surge neste campo como um verdadeiro instrumento de revelação e organização espacial. CONTEMPLAR A iluminação artificial permitiu ao ser humano ‘prolongar o dia’ e iluminar o seu ambiente para além dos limites ao alcance do sol. Mas para além de princípios meramente funcionais, outro importante objetivo da iluminação do espaço exterior é o de criar diferentes ambientes luminosos para o prazer e conforto visual do visitante, viabilizando a observação noturna de determinados cenários ou elementos naturais, edifícios ou objetos artísticos. Neste âmbito, a luz torna-se criadora de pontos referenciais no Parque, atraindo o olhar e observação do visitante para determinadas árvores notáveis, lugares de destaque ou jogos de luz e sombra. INTERAGIR A luz poder ser igualmente transformadora de energia em vida, comunicação e arte. Introduzir o humor e o lúdico numa intervenção de luz realça o poder deste material enquanto ferramenta capaz de gerar ambiências festivas ou cenários efémeros. Em certos pontos do Parque, os visitantes serão convidados a manipular a luz, transfigurando os efeitos desta na paisagem ou mesmo nas pessoas. RELAXAR A presença da luz gera distintos efeitos sensoriais, psicológicos e emocionais, desencadeando no observador inúmeras reações: pode levá-lo a sentir-se desconfortável ou descontente sob alguns tipos de iluminação ou muito confortável e estimulado face a outros. Muitas vezes, são estas mesmas sensações que permanecem na memória do indivíduo sobre um determinado local ou acontecimento. Neste sentido, determinados pontos no Parque procuram recriar um ambiente lumínico que convida à pausa e ao relaxamento do visitante, fazendo-o sentir-se "em casa” e disfrutar de um confortável momento de conversa ou de simples introspeção. PROVOCAR Le Corbusier definiu a Arquitetura como "o jogo sábio, correto e magnífico das formas sob a luz”. Mesmo de fonte artificial, a luz também é um precioso material imaterial, de estado presente mas não tangível e ausente de gravidade, podendo desempenhar um papel significativo na perceção exterior de um edifício arquitetónico. - Que portuense alguma vez concebeu que o Museu de Serralves não fosse branco ou a Casa Art Déco não fosse cor-de-rosa? Intervindo na Arquitetura de forma provocadora e efémera, a luz revela nesta intervenção o seu poder enquanto instrumento de transformação visual ou verdadeiro material de construção. EDUCAR Jogando com perceções sensoriais e imaterialidade, a iluminação detém ainda o poder de reproduzir simbologias, simular situações, impor referências. Neste campo de ação, a luz é usada com objetivos pedagógicos, uma vez que tem a capacidade de penetrar na nossa memória e alertar-nos para assuntos vitais da nossa sociedade contemporânea. Deste modo, certas intervenções no Parque reforçam simbolicamente a importância de dois elementos naturais no nosso planeta: a água e o fogo. A água, presente ao longo de todo o Parque, escorre por sumidouros, é guiada por regos e contida em espelhos de água, chafarizes ou tanques. A iluminação destes elementos pretende relembrar o visitante da importância deste bem, que embora essencial à sobrevivência do planeta, é cada vez mais escasso. Para a qualidade de vida presente e para a sobrevivência das gerações futuras, é urgente proteger os ciclos naturais da água, recuperar rios poluídos, incentivar a educação ambiental e o uso consciente da água. O fogo, elemento que contrariamente à água tem de ser combatido, é simbolicamente reproduzido através da luz, no final do Parque, de forma a sensibilizar os visitantes para o perigo que os incêndios florestais representam, anualmente, no nosso país e para o planeta em geral. Desenho de luz: Rita Mier Nota: Durante o Há Luz no Parque, a Casa de Chá estará aberta às sextas-feiras e sábados, das 21h30 às 23h30. Acesso: 5€ (gratuito até aos 12 anos), 50% desconto para Estudantes e >65 Amigos de Serralves: entrada gratuita * No dia 05 de setembro, a instalação Há Luz no Parque abre ao público às 22h00 com entrada gratuita Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Cardoso e Francisco Miguel, quarteto que celebra 30 anos de carreira assinada como Danças Ocultas, apresentam o novo espectáculo onde os seus temas mais conhecidos se juntam aos temas do seu recém-editado disco Dentro Desse Mar, produzido por Jaques Morelenbaum. Uma série de novas obras e uma nova atitude, sempre ancorada na larga experiência recolhida ao longo destas três décadas de carreira e, na reconhecida genialidade técnica e artística de cada um dos membros do quarteto. "Um oceano também é um mar de sons, e o instrumento pode ser a nossa nave. Há fluxos e refluxos, nessa imensidão. Há marés e bons ventos – que são o alento dos viajantes – e miríades de fulgores entre longínquas margens. E há vozes, outros tons e inflexões, outras pessoas e cidades, uma azáfama grande. Poemas (e poetas). Procura-se o caminho: é em diante, onde a surpresa talvez seja constante. E há Danças Ocultas dentro desse mar.” Jorge Pereirinha Pires Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO | 18 JUL (QUI), 21H30
Durante a inauguração terá lugar um concerto do grupo Danças Ocultas. Apoio à inauguração: Super Bock Group A entrada é gratuita.
VIAGEM AO PRINCÍPIO: IDA E VOLTA | 30 ANOS DA COLEÇÃO DE SERRALVES DE 2019-07-11 a 2019-11-03
A exposição Viagem ao Princípio: Ida e Volta. Coleção de Serralves 1989–2019 assinala o 30.º aniversário da Coleção da Fundação de Serralves através da apresentação de obras da sua coleção que, de alg...
VIAGEM AO PRINCÍPIO: IDA E VOLTA | 30 ANOS DA COLEÇÃO DE SERRALVES
DE 2019-07-11 a 2019-11-03
![]() A exposição Viagem ao Princípio: Ida e Volta. Coleção de Serralves 1989–2019 assinala o 30.º aniversário da Coleção da Fundação de Serralves através da apresentação de obras da sua coleção que, de alguma forma, têm um significado e um lugar destacado na génese e na história da Coleção e do Museu. Ou porque fizeram parte do grupo do núcleo seminal de obras reunidas com vista à constituição do Museu e da Coleção, ou porque foram produzidas especificamente para Serralves (para o espaço da Casa, do Museu ou para outros espaços na cidade sob encomenda de Serralves) ou ainda porque a sua primeira apresentação pública ocorreu em Serralves ou porque aí integraram grandes exposições individuais (e recordadas como momentos fundamentais quer no percurso dos artistas quanto da história da instituição). Esta é uma forma de escrever a história de Serralves e de sublinhar o seu papel fundamental nos percursos de artistas reconhecidos, traduzido numa relação suficientemente especial entre eles e o Museu para que muito frequentemente tenham sido produzidas e apresentadas (e adquiridas) obras inéditas. Álvaro Lapa, António Dacosta, Ângelo de Sousa e Joaquim Rodrigo são alguns dos artistas que estiveram ligados a Serralves desde os seus primórdios e cujas obras integraram o núcleo constituído pela então Secretaria de Estado da Cultura. Entre os artistas que apresentaram trabalhos especificamente realizados para Serralves estão Mathieu Abonnenc, André Cepeda, Hamish Fulton, Runa Islam, Albuquerque Mendes, Charlotte Moth, Maria Nordman, Lygia Pape, Augusto Alves da Silva, Mariana Silva e Simon Starling que serão apresentados ao lado de artistas que tiveram importantes exposições em Serralves, casos de, entre outros, Pedro Cabrita Reis, Luc Tuymans ou Lothar Baumgarten. Também a Casa de Serralves foi palco de grandes exposições individuais e inspiração para projetos e obras especificamente concebidos para os seus espaços. É o caso de artistas como Pedro Barateiro, Ana Jotta, Nick Mauss, Antoni Muntadas, Richard Tuttle e Luc Tuymans. Nesta exposição serão apresentadas algumas das obras nos locais da Casa para que foram concebidas, assim como obras anteriormente apresentadas noutros locais e agora instaladas na Casa, possibilitando novas leituras e interacções. O percurso continua no Parque de Serralves – onde os visitantes se podem confrontar com obras de alguns dos mais importantes artistas, portugueses e internacionais, com trabalho realizado especificamente para os locais onde são apresentados de forma permanente – e em duas extensões da exposição em locais que simbolizam a relação de Serralves com a cidade do Porto, por um lado, e com os visitantes estrangeiros que visitam o Museu, por outro: os Paços do Concelho da Câmara Municipal do Porto e o Terminal de Cruzeiros de Leixões (+ info). A programação de Serralves sempre se relacionou estreitamente com o Porto, quer apresentando exposições de artistas e contextos culturais afirmados naquele que é considerado um dos centros de criação artística mais ativos em Portugal, quer através de mostras realizadas para alguns espaços emblemáticos da cidade. Esta exposição dá conta dessa história, ao mesmo tempo que se projeta num presente e num futuro em que Serralves é crescentemente visitado por viajantes interessados em conhecer a região norte de Portugal, o Porto e, na cidade, manifestações culturais contemporâneas, em que se inclui Serralves. Na intersecção entre passado e futuro, entre natureza e construção, Viagem ao Princípio: Ida e Volta, exatamente como a famosa fita de Möbius, é uma viagem sem princípio nem fim. Todos a bordo! ![]() Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO | 10 JULHO (QUA), 18h30
18h30 Abertura da exposição 18h30 Conversa entre os artistas Albuquerque Mendes, André Cepeda, André Guedes, Augusto Alves da Silva e Charlotte Moth, e Marta Almeida (Diretora Adjunta) e Ricardo Nicolau (Adjunto do Diretor) 20h00-00h00 Ativação da peça "Tango”, de Albuquerque Mendes (na Casa de Serralves) 22h00 Festa no jardim, com DJ Tiago Carneiro Apoio à inauguração: Super Bock Group
VISITAS ORIENTADAS
21 JUL | 12h00 Joana Nascimento, educadora 22 SET | 12h00 Joana Nascimento, educadora
Visita orientada em língua gestual
Visita orientada em língua gestual Portuguesa à exposição 'Viagem ao Principio: Ida e Volta' com Laredo, associação cultural. 21 Set (Sáb), às 15h30 Museu e Casa Visita com o objetivo de aprofundar a vivência da exposição, estruturada pelo diálogo estabelecido entre o educador e o grupo.
GAME, SET, MATCH DE 2019-06-28 a 2019-12-08
Game, Set, Match, três conceitos do livro de artista.A coleção de livros de artista do Museu de Serralves, orientada por Guy Schraenen até à sua morte em 2018, é uma das mais importantes da Europa. Nela estão re...
GAME, SET, MATCH
DE 2019-06-28 a 2019-12-08
![]() Game, Set, Match, três conceitos do livro de artista. A coleção de livros de artista do Museu de Serralves, orientada por Guy Schraenen até à sua morte em 2018, é uma das mais importantes da Europa. Nela estão representadas todo o tipo de tendências deste género artístico que surgiu em finais dos anos 1950, quando os artistas inventaram o conceito de "livro de artista”, uma nova e revolucionária forma de lidar com o espaço do livro para a difusão de ideias e obras. Por ocasião do 20º aniversário do Museu, a exposição em três capítulos Game, Set, Match apresentará as mais destacadas publicações de artistas visuais em todas as áreas, analisando os três campos principais de investigação dentro do universo dos livros de artista: se no primeiro capítulo da exposição estará em foco a noção tautológica do livro de artista enquanto livro, o segundo capítulo irá refletir sobre o livro de artista como obra de arte de direito próprio, equivalente a uma pintura ou escultura; o terceiro capítulo centrar-se-á em trabalhos que se situam na interface entre livro e objeto. Em conjunto, os trabalhos apresentados são exemplos de como os artistas metamorfoseiam os aspetos correntes do livro: não destruindo as suas ideias-chave, mas antes dando-lhe nova vida e perspetivas. Game, Set, Match: Três conceitos do livro de artista é organizada pela Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto, e tem curadoria de Maike Aden segundo conceitos de Guy Schraenen. Imagem: excerto de Sol LeWitt "Lignes en quatre directions et toutes leurs combinaisons”, Bordeaux, Capc Musée d’art contemporain, 1983 Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO | 27 JUNHO (QUI)
19h00 Inauguração da exposição 19h15 Conversa entre Maike Aden, comissária da exposição e João Fernandes, subdiretor do Museu Reina Sofía, em Madrid 20h00 Cocktail
MANOEL DE OLIVEIRA - A CASA DE 2019-06-25 a 2019-11-03
A exposição inaugural da Casa do Cinema Manoel de Oliveira incide sobre as múltiplas representações da casa no cinema do realizador, tendo por foco o filme Visita ou Memórias e Confissões (1982). Produzido numa altura em qu...
MANOEL DE OLIVEIRA - A CASA
DE 2019-06-25 a 2019-11-03
![]() A exposição inaugural da Casa do Cinema Manoel de Oliveira incide sobre as múltiplas representações da casa no cinema do realizador, tendo por foco o filme Visita ou Memórias e Confissões (1982). Produzido numa altura em que Oliveira, já septuagenário, se viu forçado a abandonar a casa onde habitou com a família durante mais de quarenta anos, com a determinação de só ser apresentado postumamente, Visita estava predestinado a um estatuto paradoxal: filme de balanço, de memórias e confissões, onde o cineasta recorda o passado ao mesmo tempo que discorre sobre as suas convicções cinematográficas. Visita é também um filme onde se antecipam muitas das realizações — de resto, a parte mais substancial da obra — que, inesperadamente, estavam ainda por vir. O tom é marcado pela despedida (de um lugar, da própria vida), mas o filme acabaria por ser mais profético do que testamentário. Nele encontramos a mais eloquente expressão da importância que o espaço da casa assume no cinema de Manoel de Oliveira, e que se desdobra nas muitas outras casas que povoam a sua obra: aquelas que dão para a rua, como em Aniki Bóbó (1942) e A Caixa (1994) ou que, pelo contrário, enclausuram no Convento (1995) os diabólicos dilemas da intimidade de um casal. A casa-teatro da farsa burguesa em O Passado e o Presente (1972), a casa-prisão de Benilde ou a Virgem Mãe (1975), as duas casas rivais que precipitam a tragédia em Amor de Perdição (1978) ou os desenganos românticos de Francisca (1981). As casas arruinadas que, com vista para os prósperos solares vinhateiros do Douro, atiçam a erótica social em Vale Abraão (1993) ou comportamentos incendiários em O Princípio da Incerteza (2002). A casa-palco de Mon Cas (1986), onde o cinema é compelido a enfrentar-se teatralmente a si próprio, ou a casa-túmulo de O Dia do Desespero (1992), onde o realizador teatraliza a sua identificação com Camilo Castelo Branco. A casa-navio de Um Filme Falado (2003), a casa-ilha de Party (1996) ou a casa-mundo, asilo de alienados em A Divina Comédia (1991). A casa de onde se foge em O Gebo e a Sombra (2012) ou onde inevitavelmente se regressa em Je rentre à la maison (2001). O estranho caso dessa casa, simultaneamente origem e fim, que, a meio caminho entre recordações e ruínas, é percorrida entre Viagem ao Princípio do Mundo (1997) e Porto da Minha Infância (2001). Ora servindo de motivo para um retrato social do país e uma inquirição do estado do mundo, ora instituindo a construção biográfica do autor como espaço de derivação e centro de gravidade de toda a sua obra, ora, ainda, abrindo portas para o questionamento do ato de filmar e da natureza do cinematográfico, eis algumas das casas que será possível visitar nesta exposição e no ciclo de cinema que a acompanha. Cenário, temática, símbolo, entidade dramática ou palco, a casa é o território onde se funda a relação entre o privado e o público, o individual e o coletivo. Não é por acaso que este filme da intimidade constitui um primeiro ensaio para NON ou a Vã Glória de Mandar, o grande fresco com que, volvida uma década, Oliveira questiona toda a História de Portugal, desde Viriato à Revolução de 1974. Este choque de escalas estende-se, em Visita, à tensão entre palavra e imagem, entre registo documental e recriação ficcional, entre o visível e o invisível que, além de fazerem do espaço um condensador de tempos diferentes, fazem deste filme — nisso se assemelhando a uma casa — um lugar denso onde se acumulam diálogos e olhares cruzados entre passado, presente e futuro. Filme de partida e filme de regresso, Visita ou Memórias e Confissões mostra, como nenhum outro filme, que o cinema é uma arte espectral. Um dispositivo fantasmagórico que Manoel de Oliveira nos dá a ver — dando-se a ver — para, numa última palavra e numa derradeira imagem, demonstrar que é possível habitar um filme como se habita uma casa. Visita ou Memórias e Confissões, 1982 NON ou a Vã Glória de Mandar, 1990 O Dia do Desespero, 1992 Um Filme Falado, 2003 Porto da Minha Infância, 2001 Acto da Primavera, 1962 O Passado e o Presente, 1971 Benilde ou a Virgem Mãe, 1974 A Divina Comédia, 1991 Le Soulier de satin, 1985 Cristóvão Colombo: O Enigma, 2007 Inquietude, 1998 Actividades Relacionadas
VISITAS ORIENTADAS
14 JUL | 12H00 António Preto 29 SET | 12H00 Ricardo Vieira Lisboa 13 OUT | 12h00 Nuno Grande 27 OUT | 12h00 Regina Guimarães
PROGRAMAÇÃO DE CINEMA
CICLO DE CINEMA - PORTAS ABERTAS
PT | 203 min. PT | 115 min. PT, FR | 93 min. PT | 106 min. FR | 88 min. PT | 261 min. PT | 96 min. FR | 95 min. 18 JUL | 16h00 | Porto da Minha Infância, 2001PT | 60 min. 19 JUL | 16h00 | Je rentre à la maison, 2001FR, EN | 89 min. 21 JUL | 16h00 | A Divina Comédia, 1991PT | 140 min. PT | 19 min. PT | 76 min. FR | EN | PT | GR | 91 min. 25 JUL | 16h00 | O Princípio da Incerteza, 2002PT | 133 min. PT | 137 min. PT | 167 min. Todos os filmes serão apresentados na sua língua original e legendados em inglês, à exceção de Party, Mon Cas e Je rentre à la maison, que serão legendados em português.
MANOEL DE OLIVEIRA: O ACERVO DE 2019-06-25 a 2019-10-13
Exposição documental - O AcervoIntegralmente depositado na Fundação de Serralves desde 2016, o Acervo de Manoel de Oliveira reúne um vasto núcleo de documentação, composto por diversos materiais de trabalho — como, guiõ...
MANOEL DE OLIVEIRA: O ACERVO
DE 2019-06-25 a 2019-10-13
![]() Exposição documental - O Acervo Integralmente depositado na Fundação de Serralves desde 2016, o Acervo de Manoel de Oliveira reúne um vasto núcleo de documentação, composto por diversos materiais de trabalho — como, guiões, fotografias, textos, desenhos preparatórios e adereços, entre outros —, além de prémios, cartazes, correspondência e de toda a biblioteca pessoal do realizador, o que constitui um precioso instrumento para aprofundar o conhecimento da sua obra, bem como da história do cinema, da arte e da cultura em Portugal nos séculos XX e XXI. A seleção de documentos que aqui apresentamos, pensada em articulação com a exposição temporária Manoel de Oliveira: A Casa, propõe um percurso através do arquivo reunido pelo cineasta ao longo de mais de oitenta anos tendo por foco alguns dos projetos não realizados. Partindo de uma listagem em que o cineasta enumera os pedidos de financiamento recusados, especificamente no período compreendido entre 1952 e 1963, esta exposição permite antever a amplitude que, noutro contexto político e com condições de produção mais favoráveis, a obra de Manoel de Oliveira poderia ter alcançado. Mas, se esta obra – a mais extensa de todo o cinema português – conheceu inúmeras revezes e interrupções, sobretudo durante a vigência do Estado Novo, certo é também que muitos dos projetos abandonados acabariam, em parte ou no seu todo, por inspirar ou afluir noutros filmes efetivamente realizados. Além de abrir pistas sobre os processos de trabalho e obsessões de Manoel de Oliveira – olhar que é complementado pela apresentação de dois documentários: Manoel de Oliveira (1981), produzido por Augusto M. Seabra e por José Nascimento para o programa "Ecran” da RTP; e Conversazione a Porto: Manoel de Oliveira e Agustina Bessa-Luís (2005), de Daniele Segre – esta exposição evidencia a determinação e persistência com que esta obra foi construída. Actividades Relacionadas
VISITAS ORIENTADAS
14 JUL | 12H00 António Preto 29 SET | 12H00 Ricardo Vieira Lisboa 13 OUT | 12h00 Nuno Grande 27 OUT | 12h00 Regina Guimarães
JOAN JONAS DE 2019-05-25 a 2019-09-01
Joan Jonas (Nova Iorque, 1936) é uma pioneira da vídeo arte e performance e uma aclamada artista multimédia cuja obra engloba vídeo, performance, instalação, som, texto e desenho. Figura central da performance no...
JOAN JONAS
DE 2019-05-25 a 2019-09-01
![]() Joan Jonas (Nova Iorque, 1936) é uma pioneira da vídeo arte e performance e uma aclamada artista multimédia cuja obra engloba vídeo, performance, instalação, som, texto e desenho. Figura central da performance nos finais dos anos 1960, a sua prática artística foi fundamental para o desenvolvimento de muitos géneros artísticos contemporâneos, desde a performance e o vídeo até à arte conceptual e teatro, sendo atualmente considerada uma das vozes mais influentes na arte contemporânea, em particular para novas gerações de artistas. Esta é a mais completa exposição da obra de Jonas alguma vez organizada. Trabalhos do final dos anos 1960 são mostrados ao lado das instalações mais recentes de uma artista histórica que continua a pensar alguns dos temas mais urgentes e importantes da atualidade. A exposição é organizada pela Tate Modern em parceria com a Fundação de Serralves- Museu de Arte Contemporânea, Porto Curadoria Marta Almeida, Diretora Adjunta e Paula Fernandes, Curadora Fundação de Serralves- Museu de Arte Contemporânea, Porto E Andrea Lissoni, Curador Sénior, Arte Internacional (Filme) Tate Modern e Julienne Lorz, Chief Curator, Gropius Bau, Berlim [Imagem: Joan Jonas, Lines in the Sand, 2002, still de vídeo da performance, The Kitchen, Nova Iorque NYC, 2004. JOAN] Apoio
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INAUGURAÇÃO 24 MAI (SEX), 19h00
Bebidas oferecidas pela Super Bock 19h00 | Mirror Piece I & II: Reconstrução (1969/2018-2019) 20h00 | Abertura da exposição ao público
PENSAMENTO
23 JUN (DOM), 12h00 Visita orientada à exposição por Patrícia do Vale, educadora 29 JUN (SÁB), 17h00 Visita orientada "Sobre Experimentar e Objetos Museais Instáveis” à exposição Joan Jonas por Sofia Ponte, investigadora 06 JUL (SÁB), 15h30 Visita orientada à exposição Joan Jonas em Língua Gestual Portuguesa 07 JUL (DOM), 12h00 Visita orientada à exposição Joan Jonas por Inês Soares, educadora 20 JUL (SÁB), 17h00 Visita orientada à exposição Joan Jonas por André Teodósio, ator 04 AGO (DOM), 12h00 Visita orientada à exposição Joan Jonas por Patrícia do Vale, educadora 31 AGO (SÁB), 17h00 Visita orientada à exposição Joan Jonas por Diana Policarpo, artista
PERFORMANCES
25 MAI (SÁB), 16H00 | Conversa com a Artista e Performance Mirror Check (1970) Conversa com a artista e com Andrea Lissoni, curador sénior de arte internacional (filme) da Tate Modern, Londres. 25 MAI (SÁB), 18H00 | Mirror Piece I & II: Reconstrução (1969/2018-2019) 26 MAI (DOM), 18h00 | Mirror Piece I & II: Reconstrução (1969/2018-2019) 26 MAI (DOM), 19h00 | | Performance Mirror Check (1970)
OLHAR APRENDIZ – AS MÚLTIPLAS FORMAS DO OLHAR: PROJETO ANUAL COM ESCOLAS DE 2019-05-23 a 2019-09-15
Dando continuidade ao Projeto Anual com Escolas, no ano letivo 2018/2019 dedicamo-nos à temática dos "modos de ver”. O Serviço Educativo da Fundação de Serralves, mais uma vez, promove a reflexão prática e teórica sobre ...
OLHAR APRENDIZ – AS MÚLTIPLAS FORMAS DO OLHAR: PROJETO ANUAL COM ESCOLAS
DE 2019-05-23 a 2019-09-15
![]() Dando continuidade ao Projeto Anual com Escolas, no ano letivo 2018/2019 dedicamo-nos à temática dos "modos de ver”. O Serviço Educativo da Fundação de Serralves, mais uma vez, promove a reflexão prática e teórica sobre um tema central na contemporaneidade: O que vemos quando olhamos? De que forma as diferentes maneiras de ver o mundo afetam a nossa opinião sobre ele e sobre as pessoas com as quais convivemos? A exposição OLHAR APRENDIZ: AS MÚLTIPLAS FORMAS DO OLHAR apresenta os trabalhos desenvolvidos pelas escolas do ensino pré-escolar ao secundário, após um percurso no qual professores e alunos participaram em encontros, num seminário e nas oficinas desenvolvidas pela equipa do Serviço Educativo. Convidamos todos a experimentarem os "mecanismos do ver” propostos pelas diferentes turmas, mecanismos estes que nos permitirão refletir e rever (Ver mais uma vez? Com maior atenção?) o papel da visualidade no mundo atual. Acesso: gratuito ![]() ![]() Actividades Relacionadas
BIBLIOTECA NA BIBLIOTECA | AUTOEDIÇÃO NO PORTO, 1999–2019 DE 2019-03-21 a 2019-06-16
Exposição que reúne livros, revistas, fanzines, múltiplos e materiais gráficos (cartazes, folhetos, flyers) editados de forma independente no Porto entre 1999, ano de abertura do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, e a...
BIBLIOTECA NA BIBLIOTECA | AUTOEDIÇÃO NO PORTO, 1999–2019
DE 2019-03-21 a 2019-06-16
![]() Exposição que reúne livros, revistas, fanzines, múltiplos e materiais gráficos (cartazes, folhetos, flyers) editados de forma independente no Porto entre 1999, ano de abertura do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, e a atualidade. Além de refletir a vitalidade e diversidade dos muitos espaços artísticos independentes que funcionaram na cidade nos últimos 20 anos – uma parte dos materiais apresentados foi concebida para acompanhar, divulgar e em alguns casos para financiar a programação destes projetos –, "Biblioteca na Biblioteca” dedica-se, em grande medida, a apresentar objetos realizados noutras áreas, especialmente exploradas no Porto – banda desenhada, design, arquitetura e música, nomeadamente. Os materiais que constituem a mostra são, além de expostos, consultáveis pelo público. Espera-se que o diálogo com determinados colecionadores (que cederam parte dos seus espólios) que ajudou a definir a exposição possa ampliar-se durante o período em que esta estará aberta ao público, e que novos interlocutores possam contribuir com mais materiais para esta "Biblioteca na Biblioteca” em permanente expansão. Comissariado: Ricardo Nicolau, adjunto da direção artística do Museu de Serralves e Mário Moura, Professor de design gráfico na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto
ANTONI MUNTADAS - COLEÇÃO DE SERRALVES DE 2019-03-15 a 2019-06-30
"Intervenções: A propósito do público e do privado" é um projeto de Antoni Muntadas especificamente concebido e produzido para a Casa de Serralves em 1992. Constituído por 21 elementos em latão, cada um contendo a des...
ANTONI MUNTADAS - COLEÇÃO DE SERRALVES
DE 2019-03-15 a 2019-06-30
![]() "Intervenções: A propósito do público e do privado" é um projeto de Antoni Muntadas especificamente concebido e produzido para a Casa de Serralves em 1992. Constituído por 21 elementos em latão, cada um contendo a designação do correspondente espaço na Casa quando habitada e a fotografia da época (quando existente), o projeto representa uma das plataformas de pesquisa de eleição do artista. Sobre este seu projeto, Muntadas escreve na publicação editada por Serralves em 1992: "O projeto centra-se na observação e reflexão sobre o ‘privado’ e o ‘público’, as suas respetivas funções e o modo como um lugar privado se converte em lugar público e vice-versa. (...) É-me fácil perceber que muitas vezes o uso e a distribuição do espaço na esfera do ‘público’ recriam a organização hierárquica do ‘privado’. O ‘público’ e o ‘privado’ partilham estruturas de organização, poder e tomada de decisão aparentemente similares. A memória do ‘privado’ a partir da identificação de lugares ou espaços através de designações (textos/imagens) deverá constituir o ponto de partida para a reflexão sobre o uso e o consumo do ‘privado’ e do ‘público’ encarados numa perspetiva cultural (uma vez assumidas as perspetivas política e social).” Com o Projeto CEE, 1992, Muntadas procurou centrar a sua atenção na relação entre os símbolos culturais e a economia, questionando os objetivos e as proezas económicas da Comunidade Europeia. O futuro cultural de uma Europa unida, apresentado sob a forma de um tapete com 6 x 4 metros, mostra a bandeira europeia, com a representação da moeda de cada Estado-membro em cada uma das doze estrelas. Nesse ano, várias cópias do tapete foram exibidas noutros espaços públicos de cidades europeias, como Bruxelas, Dublin, Londres, Madrid, Montpellier, para além do Porto.
SUSAN HILLER - COLEÇÃO DE SERRALVES DE 2019-03-01 a 2019-07-10
A obra de Susan Hiller (Tallahassee, Florida, EUA, 1940–2019, Londres) foi objeto de uma exposição monográfica em Serralves, em 2005, que traduziu a importância histórica do seu trabalho iniciado na década de 1970, a...
SUSAN HILLER - COLEÇÃO DE SERRALVES
DE 2019-03-01 a 2019-07-10
![]() A obra de Susan Hiller (Tallahassee, Florida, EUA, 1940–2019, Londres) foi objeto de uma exposição monográfica em Serralves, em 2005, que traduziu a importância histórica do seu trabalho iniciado na década de 1970, a par das suas pesquisas mais recentes no domínio do vídeo, do som e da ficção. Na sua prática, a artista conseguiu aliar a herança da arte conceptual e sistemas de conhecimento e cosmogonias alternativos (rituais místicos, fenómenos paranormais e forças sobrenaturais). Em 2013, a Fundação de Serralves integrou na sua coleção uma das obras mais impactantes da artista. A instalação interativa de Susan Hiller Die Gedanken sind frei [Os pensamentos são livres], de 2012, foi originalmente apresentada na Documenta 13 desse ano. A partir de uma jukebox, o público pode escolher ouvir, sentado em bancos desenhados pela artista e na ordem que entender, 100 canções de teor político colecionadas por Susan Hiller. As músicas são originárias de várias geografias e de culturas muito diversas, desde a Guerra dos camponeses na Alemanha de 1524–25 até à Primavera Árabe de 2011. As letras das canções podem ser encontradas nas paredes que rodeiam a jukebox e também é disponibilizado ao público um livro "cancioneiro” que compila letras de músicas, textos e imagens selecionados pela artista. Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação da artista em 2013 ![]() Actividades Relacionadas
JOANA VASCONCELOS - I'M YOUR MIRROR DE 2019-02-19 a 2019-06-24
Esta exposição reúne mais de 30 peças, datadas de 1997 até à atualidade, cobrindo duas décadas de prática artística e analisando o seu desenvolvimento como artista. Inclui muitas das suas obras mais conhecidas...
JOANA VASCONCELOS - I'M YOUR MIRROR
DE 2019-02-19 a 2019-06-24
![]() Esta exposição reúne mais de 30 peças, datadas de 1997 até à atualidade, cobrindo duas décadas de prática artística e analisando o seu desenvolvimento como artista. Inclui muitas das suas obras mais conhecidas, como a Cama Valium (1998), A noiva (2001–05), Burka (2002), Coração independente vermelho (2005), Marilyn (2011) e Lilicoptère (2012), assim como novos trabalhos criados para esta mostra, como Finisterra, I’ll Be Your Mirror ou Solitário (todos de 2018). A exposição estende-se até aos jardins do Parque de Serralves através de monumentais esculturas de exterior. Joana Vasconcelos: I’m Your Mirror é organizada pelo Museo Guggenheim Bilbao, em parceria com o Museu de Arte Contemporânea de Serralves e a Kunsthall Rotterdam, Roterdão, e é comissariada por Enrique Juncosa. ![]() Joana Vasconcelos (Paris, 1971) é uma das artistas mais conhecidas da sua geração. Estudou em Lisboa e começou a expor nos anos 1990, mas foi apenas após a sua participação na Bienal de Veneza de 2005 — onde apresentou A noiva (2001-05), um gigantesco candelabro feito com tampões — que alcançou um amplo reconhecimento internacional. A noiva (2001-05) foi instalado na primeira sala da exposição principal da Bienal de Veneza, rodeado de trabalhos do grupo The Guerrilla Girls, criando de imediato um enorme burburinho e sendo classificado como uma das obras a não perder esse ano. Desde então, e ao longo dos últimos 14 anos, as obras de Vasconcelos têm sido alvo de numerosas apresentações, obtendo o apreço tanto do público como da crítica. Os seus projetos recentes incluem: uma exposição no Palácio de Versalhes em 2012, que atingiu os 1.800.000 visitantes; o seu projeto para o Pavilhão de Portugal na Bienal de Veneza de 2013 — Trafaria Praia, um cacilheiro que percorreu vários locais nos canais da cidade; ou uma exposição antológica no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, também em 2013. Ao longo deste período, Vasconcelos desenvolveu também um grande número de projetos públicos de escultura em diferentes partes do mundo. Joana Vasconcelos usa diversos materiais da vida quotidiana na elaboração das suas obras, incluindo eletrodomésticos, azulejos, materiais têxteis, cerâmicas populares, mobiliário, garrafas, medicamentos ou talheres de plástico. Partindo destes materiais constrói obras surpreendentes, carregadas de significado, que exploram temas que vão de questões de identidade (indivíduo, mulher, nacional ou europeu) a temas políticos que se centram nas sociedades globalizadas pós-coloniais. O seu trabalho também recorre ao humor e às emoções, simultaneamente convocando a participação e a interpretação do espectador. A obra de Vasconcelos mistura ideias da cultura popular e erudita, clichés nacionais, técnicas de manipulação que incentivam o consumismo e um entendimento muito eficaz do espaço arquitetónico para nos convidar a repensar muito do que tomamos por certo no nosso dia a dia. A artista tanto recorre a técnicas artesanais tradicionais como a tecnologia de ponta para elaborar trabalhos que constituem situações sincréticas de densidade histórica e cultural — como uma visualização tridimensional de uma epopeia multicultural. Enrique Juncosa (Palma de Maiorca, 1961) é escritor e curador. Foi Diretor do Museu Irlandês de Arte Moderna em Dublin, de 2003 a 2012, emprego pelo qual lhe foi atribuída a Orden del Mérito Civil pelo Governo Espanhol. Anteriormente, tinha sido Diretor do Museu Rainha Sofia, em Madrid, e também do Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM) em Valencia, Espanha. Enrique Juncosa já fez a curadoria de mais de 60 exposições em diferentes museus, incluindo a Whitechapel Art Gallery e Tate Britain, ambos em Londres. O Hamburguer Banhoff, Berlim; MAXXI, Roma; Musée des Beaux Arts, Nantes; Kunsthalle Bielefeld; SMAK, Gent; Astrup Fearnley Museet vor Moderne Kunst, Oslo; Guggenheim Museum, Bilbao; The Gulbenkian Foundation, Lisboa; MACBA, Barcelona; Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro; e o Pavilhão Espanhol na Bienal de Veneza. Juncosa está, neste momento, a preparar uma retrospetiva de Miquel Barceló para o Museu Nacional em Osaka. Publicou mais de sete coleções de poesia e um livro de short stories. Escreveu ainda vários ensaios sobre Arte Contemporânea, alguns dos quais compilados no The Irish Years (Dublin, 2013). Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO 18 FEV (SEG) | 22H
Cocktail de inauguração, com presença de DJ. Bebidas oferecidas pela Sogrape e Super Bock Group.
PENSAMENTO
23 FEV (SÁB), 15H30 | Visita Orientada à exposição em LGP por Laredo, Associação Cultural 10 MAR (DOM), 12H00 | Visita Orientada à exposição por José Costa 23 MAR (SÁB), 17H00 | Um Olhar Para a Arte Contemporânea com Joana Vasconcelos, artista, Petra Joos, curadora no Guggenheim Bilbao e Isabel Pires de Lima, professora catedrática 31 MAR (DOM), 12H00 | Visita Orientada à exposição por Rita Faustino 28 ABR (DOM), 12H00 | Visita Orientada à exposição por José Costa 11 MAI (SÁB), 15H30 | Visita Orientada à exposição em LGP por Laredo, Associação Cultural 20 MAI (SEG), 18H30 | Um Olhar Para a Arte Contemporânea Conversa sobre "A Máscara na Arte" com Joana Vasconcelos, artista, e Alain Grouette, terapeuta e naturopata 26 MAI (DOM), 12H00 | Visita Orientada à exposição por Rita Faustino 08 JUN (SÁB), 19H00 | Encontro Exclusivo para Amigos de Serralves com a artista, Joana Vasconcelos 09 JUN (DOM), 12H00 | Um Olhar Para a Arte Contemporânea com Joana Vasconcelos, artista, Miguel Amado, diretor do Cork Printmakers e Natasha Howes, curadora na Manchester Art Gallery 15 JUN (SÁB), 17H00 | Percurso para Adultos por José Costa 16 JUN (DOM), 12H00 | Visita Orientada à exposição por Rita Faustino
OFICINAS
22 MAR (SEX) Oficina para professores e educadores com Joana Vasconcelos, artista 21 MAI (TER) workshop com Alain Gourette e Fausta Rendall.
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS: HORÁCIO FRUTUOSO DE 2019-02-15 a 2019-05-05
"Clube de Poesia” é a primeira exposição individual de Horácio Frutuoso (Póvoa de Varzim, 1991) numa instituição museológica. Este título pode relacionar-se diretamente com duas das especificidades que singulariza...
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS: HORÁCIO FRUTUOSO
DE 2019-02-15 a 2019-05-05
![]() "Clube de Poesia” é a primeira exposição individual de Horácio Frutuoso (Póvoa de Varzim, 1991) numa instituição museológica. Este título pode relacionar-se diretamente com duas das especificidades que singularizam a sua prática artística: a atenção à linguagem — a presença de frases escritas sobre paredes e chão de galerias, uma espacialização daquilo que historicamente se designou como poesia visual, ocupa um lugar destacado no seu percurso expositivo — e uma constante criação de sinapses, de associações. A relação mais evidente nesta mostra é desde logo entre meios: a pintura e a escrita sobre paredes — e a escrita nas próprias pinturas — confundem-se e desestabilizam todas as hierarquias entre visualidade e leitura, com as frases a ocuparem de certa forma o lugar das tabelas que tradicionalmente acompanham pinturas, e que frequentemente fornecem elementos — títulos, nomeadamente — que permitem aos espectadores partirem para determinadas interpretações. Por outro lado, também a iconografia representada remete para a ideia de assembleia, de clube, até de sociedade secreta. Destaque-se, por exemplo, a presença de riscas horizontais brancas e negras — que pode remeter para a sinalização de malfeitores punidos pela justiça (pelo menos de desviados) — em t-shirts simplesmente dobradas, pousadas ou envergadas por um indivíduo mascarado e pelo personagem famoso (nem sempre pelos melhores motivos) Kanye West; além destas figuras podemos ver na exposição retratos de alguns dos amigos mais próximos do artista, potenciais membros de um determinado mas inominável clube. Assinalável é o facto de algumas pinturas declararem premeditadamente serem cópias de cópias, reproduzindo, por exemplo, além de determinadas imagens as páginas dos cadernos onde estas foram guardadas pelo artista. A solenidade retirada à pintura — meio ao qual o artista não atribui mais importância do que à escrita que frequentemente a cobre, pelo menos parcelarmente — é reforçada pelo tipo de linguagem utilizada pelo artista nas próprias telas e nas paredes, entre o registo eminentemente pessoal, diarístico (despudoramente confessional, em certos casos), que denuncia simultaneamente a permeabilidade em relação à chamada cultura popular (música e cinema de massas) e uma utilização sofisticada, literária, de diversas figuras de estilo (aliteração, sinopsia, onomatopeia, sinédoque). Outras vezes, o artista recorre simplesmente à repetição que na música se traduz em refrães ou em ritmos sincopados que nos convidam a juntarmo-nos na pista de dança. A escrita de Horácio Frutuoso é portátil, é uma forma de capturar aquilo que, exatamente como a dança, é fugidio, evanescente, que está prestes a desaparecer: um sonho, uma ideia, uma estranha relação entre duas coisas. Responde à urgência. É um meio leve, fácil de transportar. Como tudo na prática artística de Frutuoso, parece periférico, mas pode tornar-se central. O contrário também se aplica. Exposição comissariada por Ricardo Nicolau, adjunto da Direção do Museu de Serralves. Mecenas da Exposição
![]() Actividades Relacionadas
PENSAMENTO
23 FEV (SÁB), 17H | Conversa com o artista e com o comissário da exposição por Joana Mendonça
TACITA DEAN DE 2019-01-29 a 2019-05-05
"Ao fazer imagens como um jogador de luz, tenho de reconhecerque a minha preferência pelo filme está ligada à cegueirade que este necessita para que eu possa ver."Tacita Dean, 2018A reconhecida artista britânica-europeia Tacit...
TACITA DEAN
DE 2019-01-29 a 2019-05-05
![]() "Ao fazer imagens como um jogador de luz, tenho de reconhecer que a minha preferência pelo filme está ligada à cegueira de que este necessita para que eu possa ver." Tacita Dean, 2018 A reconhecida artista britânica-europeia Tacita Dean está ligada à história de Serralves e à sua programação desde a sua exposição individual em 2002. Inspirada pelo Museu, em 2003 filmou Boots na Casa de Serralves, filme posteriormente adquirido para a Coleção de Serralves.A mostra atual constitui uma estimulante oportunidade de projetar Boots em conjunto com o seu novo e ambicioso projeto Antigone [Antígona, 2018], estreado no ano passado na sua trilogia de exposições simultâneas que teve lugar em Londres, na Royal Academy of Arts, na National Gallery e na National Portrait Gallery. Antigone é um projeto iniciado há vários anos cujas ideias centrais têm sido abordadas noutros trabalhos das últimas três décadas, muito particularmente em Boots. Antigone, uma dupla projeção de 35mm com uma hora de duração, constitui uma exploração épica do nome da irmã da artista, Antigone, protagonizada pela poeta e dramaturga Anne Carson e pelo ator Stephen Dillane. Este díptico fílmico evoca a figura homónima mitológica Antígona e o seu pai cego e coxo, Édipo, e a ideia da jornada de ambos através regiões inóspitas que decorre entre as duas peças de Sófocles, Édipo Rei e Édipo em Colono. Esta importante apresentação reúne ainda outras obras anteriores da artista — que acompanham a trajetória do pensamento relacionado com Antigone desde 1991 — e inclui dois dos seus mais recentes desenhos de grande formato sobre tinta de ardósia, assim como uma fotogravura constituída por vários elementos pertencente à Coleção de Serralves. Conceito: Tacita Dean e Marta Moreira de Almeida Nota: Informamos que na manhã do dia 11 de fevereiro o corredor de circulação na exposição de Tacita Dean se encontra encerrado ao público. Actividades Relacionadas
PENSAMENTO
02 FEV (SÁB), 15H30 | VISITA ORIENTADA À EXPOSIÇÃO EM LGP por Laredo, Associação Cultural 03 FEV (DOM), 12H | VISITA ORIENTADA À EXPOSIÇÃO por Patrícia do Vale 30 MAR (SÁB), 17H | UM OLHAR PARA A ARTE CONTEMPORÂNEA por Margarida Mendes 06 ABR (SÁB), 17H | UM OLHAR PARA A ARTE CONTEMPORÂNEA por Nuno Carinhas 14 ABR (DOM), 12H | VISITA ORIENTADA À EXPOSIÇÃO por Patricia do Vale 23 ABR (TER), 19H | VISITA EXCLUSIVA PARA AMIGOS por Paula Fernandes. 04 MAI (SÁB), 17H | VISITA ORIENTADA À EXPOSIÇÃO por André Romão
JOAN MIRÓ E A MORTE DA PINTURA DE 2018-12-12 a 2019-03-03
A exposição "Joan Miró e a morte da pintura” centra-se na produção artística do mestre catalão em 1973, altura em que, com oitenta anos de idade, preparava uma importante retrospetiva no Grand Palais, em Paris. Numa s&eac...
JOAN MIRÓ E A MORTE DA PINTURA
DE 2018-12-12 a 2019-03-03
![]() A exposição "Joan Miró e a morte da pintura” centra-se na produção artística do mestre catalão em 1973, altura em que, com oitenta anos de idade, preparava uma importante retrospetiva no Grand Palais, em Paris. Numa série de telas perfuradas de 29 de março de 1973, de relevos tecidos ("Sobreteixims” e "Sobreteixims-Sacks”) executados em 1972 e 1973 em colaboração com Josep Royo e em cinco "Toiles brûlées” (Telas queimadas) executadas entre 4 e 31 de dezembro de 1973, Miró deu largas à sua raiva estética. Precisamente no momento em que a crítica anunciava a "morte da pintura” como um facto consumado perante práticas que desafiavam as narrativas do alto modernismo — arte processual, performance, land art e instalação —, Miró colocou a pintura à prova, numa tentativa de renovar os seus recursos e procedimentos. Reunindo um conjunto de telas e objetos, tanto pertencentes à Coleção do Estado Português em depósito na Fundação de Serralves como provenientes de diversas coleções públicas e privadas de Espanha e de França, esta exposição propõe-se analisar as radicais práticas artísticas de Miró em 1973. Uma secção documental oferece ao visitante a possibilidade de observar os métodos de trabalho de Miró na execução dos "Sobreteixims”, incluindo um filme do conhecido fotógrafo catalão Francesc Català Roca que regista o processo de criação e destruição das "Toiles brûlées”. No catálogo que acompanha a exposição, o curador Robert Lubar Messeri, prestigiado especialista da obra de Miró, examina o conceito de assassinato estético e o envolvimento do artista catalão com as práticas daquilo a que, em 1927 e 1928, chamava "anti-pintura”, para evidenciar o modo como a tensão entre pintura e anti-pintura que perpassou a sua obra subsequente atingiu um crescendo em 1973. A publicação inclui ainda, pela primeira vez em versão inglesa e portuguesa, uma entrevista entre Joan Punyet Miró, neto do artista, e Josep Royo, com quem Miró iniciou em 1969 uma longa e altamente produtiva relação de trabalho. A exposição "Joan Miró e a Morte da Pintura”, organizada pela Fundação de Serralves, é comissariada por Robert Lubar Messeri, destacado especialista mundial na obra de Miró. Conta com obras da Coleção do Estado Português em depósito na Fundação de Serralves e de várias importantes coleções internacionais - Coleções Fundació Joan Miró (Barcelona), Collection Adrien Maeght (Saint Paul), Fundación Mapfre (Madrid) e Fundació Pilar i Joan Miró (Mallorca), muitas delas nunca expostas em Portugal. Mecenas da exposição
![]() Actividades Relacionadas
PENSAMENTO
por Raquel Correia. 6 JAN (DOM), 11H | Percurso para Famílias por Raquel Correia. 20 JAN (DOM), 11H | Visita orientada à exposição por Andreia Coutinho. 26 JAN (SÁB), 15H30 | Visita orientada em LGP à exposição por Laredo. 03 FEV (DOM), 11H | Visita orientada à exposição por Raquel Correia. 05 FEV (TER), 18H30 | Conferência 17 FEV (DOM), 11H | Percurso para Famílias por Raquel Correia. 23 FEV (SÁB), 15H | Visita para Amigos de Serralves por Raquel Correia.
NOVO BANCO REVELAÇÃO 2018 DE 2018-11-30 a 2019-01-29
Os finalistas e vencedor da edição de 2018 do prémio NOVO BANCO Revelação já estão escolhidos. O Júri, este ano composto por Anna Gritz – curadora no KW (Instituto para a arte contemporânea, Berlim) –, Filipa Lo...
NOVO BANCO REVELAÇÃO 2018
DE 2018-11-30 a 2019-01-29
![]() Os finalistas e vencedor da edição de 2018 do prémio NOVO BANCO Revelação já estão escolhidos. O Júri, este ano composto por Anna Gritz – curadora no KW (Instituto para a arte contemporânea, Berlim) –, Filipa Loureiro e Ricardo Nicolau – curadora e adjunto da direção do Museu de Serralves –, e Rita Vitorelli, editora-chefe da revista Spyke Art, selecionou por unanimidade, como finalistas do Prémio NOVO BANCO Revelação 2018, os artistas Carlos Arteiro, Ana Linhares, o coletivo Sem título 2018 e Maria Trabulo, eleita a grande vencedora. Está patente no Museu de Serralves uma exposição coletiva que apresenta os projetos com que os quatro artistas foram selecionados. Por essa ocasião foi lançada uma publicação monográfica do trabalho da vencedora, Maria Trabulo. O Prémio NOVO BANCO Revelação é uma iniciativa do NOVO BANCO em parceria com a Fundação de Serralves, que já distinguiu 41 artistas e tem como objetivo incentivar a produção e criação artística de jovens talentos portugueses, até aos 30 anos, tendo por base uma lógica de divulgação, lançamento e apoio a todos os artistas que recorram ao meio da fotografia. Este projeto é coordenado por Filipa Loureiro, curadora e Ricardo Nicolau adjunto da direção do Museu. Imagem: "Da série Homens Petrificados" (Petrified Men), 2017 Digitalização de fragmento restante de estátua derrubada ou destruída por motivos políticos depósitos de museus em Portugal, Áustria, Bulgária, Alemanha. © Maria Trabulo Todos os artistas manifestam, segundo o júri, uma abordagem à fotografia que amplia o alcance e as possibilidades deste meio na arte contemporânea – por exemplo em projetos relacionados com a memória da herança colonial portuguesa (Ana Linhares), ou que baralham noções de autoria e de identidade (coletivo Sem Título 2018), ou que partem da fotografia para explorar noutros meios, nomeadamente a pintura e o vídeo, o caráter impessoal, mecânico, da prática fotográfica (Carlos Arteiro). A atribuição do Prémio a Maria Trabulo deveu-se, segundo o júri, ao caráter aturado e idiossincrático das pesquisas da artista, que a levam no projeto com que concorreu ao NOVO BANCO Revelação a questionar a relação da fotografia com os limites da memória humana – lembremo-nos que ela é fundamental na constituição de arquivos, para práticas de preservação e enquanto ferramenta arqueológica. Maria Trabulo vive e trabalha entre o Porto e Viena. Mantém uma prática artística quer individual como em coletivo, tendo realizado várias exposições em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho tem sido premiado por instituições internacionais relevantes e tem desenvolvido várias colaborações com profissionais do campo das artes, arquitetura e artes performativas. Concluiu o mestrado em Art & Science pela Academia de Artes Aplicadas de Viena e possui uma licenciatura em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e pela Academia de Belas Artes da Islândia. Publicado por ocasião do Prémio NOVO BANCO Revelação 2018, The Reinvention of Forgetting [A reinvenção do esquecimento] documenta e analisa a obra da artista vencedora, Maria Trabulo e o projeto que apresentou a concurso. Através de uma grande entrevista com a curadora Pieternel Vermoortel, e de imagens e textos selecionados ou escritos por Trabulo, o livro permite compreender o processo de trabalho da artista e acrescentar sentidos e possíveis leituras à sua obra plástica. ![]() Actividades Relacionadas
ABERTURAS: TOM EMERSON em conversa com o Arquivo Álvaro Siza DE 2018-10-27 a 2019-03-10
"Conversas com o Arquivo Álvaro Siza” é um novo ciclo de exposições que pretende colocar o trabalho de Álvaro Siza em diálogo com algumas das mais relevantes práticas arquitetónicas contemporâneas. Para cada um do...
ABERTURAS: TOM EMERSON em conversa com o Arquivo Álvaro Siza
DE 2018-10-27 a 2019-03-10
![]() "Conversas com o Arquivo Álvaro Siza” é um novo ciclo de exposições que pretende colocar o trabalho de Álvaro Siza em diálogo com algumas das mais relevantes práticas arquitetónicas contemporâneas. Para cada um dos ciclos expositivos será escolhido um arquiteto que, enquanto curador convidado, selecionará materiais do Arquivo, apresentando-os depois em relação com o seu próprio trabalho. Tom Emerson, do gabinete de arquitetura londrino 6a architects, iniciará este ciclo. As aberturas têm um papel muito especial na história da arquitetura e na vida de um arquiteto. Aberturas são todos os orifícios deixados nos volumes construídos para a passagem de pessoas, de luz, de ar. Na sua maioria tomam a forma de portas e janelas. São, sob diversos aspetos, os elementos arquitetónicos mais dinâmicos e funcionais, abrindo-se e fechando-se constantemente para permitir que as necessidades da vida passem do exterior para o interior, não sem também prevenir os perigos que queremos evitar. Portas e janelas têm de ser robustas para resistirem ao desgaste provocado pelo clima e o uso ao longo de décadas ou mesmo de séculos. No entanto, elas são também o lugar do nosso mais íntimo encontro com a arquitetura, o primeiro contacto com o edifício à entrada e o último à saída. Abrir uma janela é o ato que inicia o intercâmbio diário entre o nosso eu privado e o mundo lá fora. É por esta razão que as aberturas de um projeto constituem uma parte tão importante do trabalho criativo e técnico de um arquiteto. São essas aberturas que revelam as relações mais profundas entre um indivíduo e a sociedade. Selecionados de entre os mais de 6000 desenhos que constituem o Arquivo Álvaro Siza conservado na Fundação de Serralves, os pormenores de construção apresentados na exposição traçam a evolução da arquitetura de Siza de 1954 até meados dos anos 1970. Centrando-se nas duas décadas iniciais da longa carreira de Siza, esta exposição não só constitui a oportunidade de analisar alguns dos seus primeiros projetos — fundamentais, ainda que menos conhecidos —, como também aborda a interseção entre os desenvolvimentos políticos e a evolução da arquitetura que transformaria profundamente Portugal e o trabalho de Siza depois da Revolução de 1974. Organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a exposição é comissariada por Tom Emerson, em diálogo com Carles Muro, Curador Adjunto para os Programas de Arquitetura do Museu. Imagem: Arquivo Arqtº Álvaro Siza. Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação 2015. © Fundação de Serralves, Porto. Actividades Relacionadas
VISITAS ORIENTADAS
04 NOV (DOM), 12h00
Visita orientada à exposição ABERTURAS: TOM EMERSON EM CONVERSA COM O ARQUIVO ÁLVARO SIZA por Matilde Seabra, educadora Mais informação aqui. 08 DEZ (SAB), 15h30 Visita orientada à exposição ABERTURAS: TOM EMERSON EM CONVERSA COM O ARQUIVO ÁLVARO SIZA em Língua Gestual Portuguesa, por Laredo, Associação Cultural 06 JAN (DOM), 12h00 Visita orientada à exposição ABERTURAS: TOM EMERSON EM CONVERSA COM O ARQUIVO ÁLVARO SIZA por Matilde Seabra, educadora Mais informação aqui.
PEDRO COSTA: COMPANHIA DE 2018-10-19 a 2019-01-29
Cada filme é uma carta escrita por mil mãos.Companhia reúne obras de Pedro Costa realizadas em colaboração com o escultor Rui Chafes, o fotógrafo Paulo Nozolino ou os cineastas Danièle Huillet, Jean-Marie Straub e Cha...
PEDRO COSTA: COMPANHIA
DE 2018-10-19 a 2019-01-29
![]() Cada filme é uma carta escrita por mil mãos. Companhia reúne obras de Pedro Costa realizadas em colaboração com o escultor Rui Chafes, o fotógrafo Paulo Nozolino ou os cineastas Danièle Huillet, Jean-Marie Straub e Chantal Akerman. A exposição inclui também obras de alguns artistas que têm estado diretamente presentes em filmes de Pedro Costa, como o poeta Robert Desnos ou o fotógrafo Jacob Riis, bem como pinturas, desenhos e filmes que têm acompanhado a sua vida e o seu trabalho de cineasta: Pablo Picasso, Robert Bresson, António Reis, Walker Evans, João Queiroz, John Ford, Jeff Wall, Jacques Tourneur, Maria Capelo, Andy Rector, Jean-Luc Godard, Max Beckmann, entre outros. A arquitetura da exposição é da autoria do arquiteto José Neves. Uma exposição organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves, coordenada por Filipa Loureiro e Marta Almeida, com a colaboração de Nuno Crespo e Marta Mateus. Imagem: Cortesia de Pedro Costa Actividades Relacionadas
LANÇAMENTO DO LIVRO
21 OUT (DOM), 16H00 | Lançamento do livro "Pedro Costa" de Carlos Melo Ferreira O livro será apresentado pelo autor e por Nuno Crespo, com a presença de Pedro Costa. Em parceria com a editora Afrontamento.
CINEMA
20 OUT (SÁB), 21H30 O Nosso Homem (2010) e Cavalo Dinheiro (2014) Sessão apresentada por Pedro Costa e João Fernandes, Subdiretor do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia. 21 OUT (DOM), 17H00 Casa de Lava (1994) Sessão apresentada por Nuno Crespo, crítico e professor universitário, e Carlos Melo Ferreira, investigador e professor universitário. 21 OUT (DOM), 21H30 Juventude em Marcha (2006) Sessão apresentada por José Neves, arquiteto. 28 OUT (DOM), 17H00 No Quarto da Vanda (2000) Sessão apresentada por António Guerreiro, crítico e ensaísta. 26 JAN (SÁB), 17H00 No Quarto da Vanda (2000) Sessão apresentada por António Costa. 26 JAN (SÁB), 21H30 Juventude em Marcha (2006) Sessão apresentada por Óscar Faria. 27 JAN (DOM), 17H30 Cavalo Dinheiro (2011) Sessão apresentada por António Preto. ACESSO Bilhete por sessão: 3€ Bilhete conjunto 4 sessões (outubro): 10€ 50% desconto Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos
PENSAMENTO
27 OUT (SÁB), 17H00 | Visita orientada à exposição por João Dias, realizador 28 OUT (DOM), 12H00 | Visita orientada à exposição por Melissa Rodrigues, educadora 17 NOV (SÁB), 17H00 | Visita orientada à exposição por Joaquim Manuel Caetano, historiador de Arte. 24 NOV (SÁB), 15H30 | Visita orientada em Língua Gestual Portuguesa à exposição por Laredo, Associação Cultural 25 NOV (DOM), 12H00 | Visita orientada à exposição por Melissa Rodrigues, educadora 01 DEZ (SÁB), 17H00 | Visita orientada à exposição por Rui Chafes, artista
MARCEL BROODTHAERS E LUC TUYMANS NA COLEÇÃO DE SERRALVES DE 2018-10-13 a 2018-11-11
Esta exposição reúne dois dos mais importantes artistas belgas: Marcel Broodthaers (1924, Bruxelas – 1976, Colónia, Alemanha) e Luc Tuymans (1958, Mortsel, Bélgica). Embora pertencentes a gerações distintas, e dedic...
MARCEL BROODTHAERS E LUC TUYMANS NA COLEÇÃO DE SERRALVES
DE 2018-10-13 a 2018-11-11
![]() Esta exposição reúne dois dos mais importantes artistas belgas: Marcel Broodthaers (1924, Bruxelas – 1976, Colónia, Alemanha) e Luc Tuymans (1958, Mortsel, Bélgica). Embora pertencentes a gerações distintas, e dedicando-se a diferentes meios artísticos, são dois dos nomes que mais influenciaram novas gerações de artistas, sendo responsáveis pelas novas direções assumidas pela arte contemporânea entre os anos 1960 e a atualidade. Broodthaers foi principalmente um poeta até aos 40 anos, quando decidiu dedicar-se às artes visuais. Durante os 12 anos seguintes desenvolveu uma prática artística que aliou de forma irredutivelmente singular conceptualismo, poesia e sentido de humor. A sua carreira, apesar da curta duração, foi tão influente para novos artistas como a de Luc Tuymans, reconhecido como um dos principais responsáveis pela renovação da pintura nos anos 1990. As suas pinturas figurativas – que partem de imagens retiradas de filmes, da televisão, da imprensa e de livros de história e de história da arte –, interpelam-nos a pensar sobre o estatuto da pintura num mundo saturado de imagens e constituem inexcedíveis contributos para uma reanálise das histórias oficiais. Imagem: Petrus & Paulus [detalhe],1998, Luc Tuymans, Óleo sobre tela, Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
ATRAVÉS DE… ANA VIEIRA NA COLEÇÃO DE SERRALVES DE 2018-09-21 a 2018-11-04
Exposição monográfica de Ana Vieira (Coimbra, 1940 – Lisboa, 2016), uma das artistas mais relevantes da arte portuguesa entre a década de 1960 e a atualidade. Representada na Coleção de Serralves com obras em vários...
ATRAVÉS DE… ANA VIEIRA NA COLEÇÃO DE SERRALVES
DE 2018-09-21 a 2018-11-04
![]() Exposição monográfica de Ana Vieira (Coimbra, 1940 – Lisboa, 2016), uma das artistas mais relevantes da arte portuguesa entre a década de 1960 e a atualidade. Representada na Coleção de Serralves com obras em vários meios – objetos, instalação, fotografia, gravura – que refletem a diversidade da sua prática e o caráter pioneiro da sua crítica aos meios tradicionais da arte, nomeadamente a pintura e a escultura, Esta mostra, organizada quase vinte anos depois da exposição retrospetiva de Ana Vieira na Casa de Serralves, permitirá reavaliar o papel histórico desta artista e perceber a surpreendente atualidade das suas propostas artísticas. Além disso, representa um assinalável regresso da artista a um contexto que sublinha as relações entre espaço doméstico e público, entre interioridade e exterioridade, que caracterizam a sua linguagem artística. Exposição organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves e comissariada por Marta Almeida, diretora adjunta do Museu e Ricardo Nicolau, adjunto do diretor. Imagem: Ana Vieira, Ambiente, 1972, Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Foto Filipe Braga © Fundação de Serralves, Porto Actividades Relacionadas
ROBERT MAPPLETHORPE: PICTURES DE 2018-09-20 a 2019-01-09
Robert Mapplethorpe (Nova Iorque, 1946–1989, Boston) criou algumas das imagens mais icónicas, polémicas e surpreendentes da fotografia contemporânea. Robert Mapplethorpe: Pictures, exposição organizada em estreita col...
ROBERT MAPPLETHORPE: PICTURES
DE 2018-09-20 a 2019-01-09
![]() Robert Mapplethorpe (Nova Iorque, 1946–1989, Boston) criou algumas das imagens mais icónicas, polémicas e surpreendentes da fotografia contemporânea. Robert Mapplethorpe: Pictures, exposição organizada em estreita colaboração com a Robert Mapplethorpe Foundation, reúne 159 obras de toda a sua carreira, desde as primeiras colagens e polaroides até às fotografias de flores, nus, retratos e imagens de cariz sexual que fizeram de Mapplethorpe um dos fotógrafos mais notáveis do século XX. Antes de escolher a fotografia como meio, Mapplethorpe estudou pintura e escultura em Nova Iorque e foi influenciado pela arte de Joseph Cornell e Marcel Duchamp, mas também pela fotografia do século XIX de Julia Margaret Cameron e outros, de que se tornaria um ávido colecionador. As suas primeiras colagens, assemblagens e fotografias (estas inicialmente realizadas com uma câmara Polaroid) revelam o interesse crescente na sexualidade e na composição — ângulos retos, formas geométricas de luz — que viria a definir a sua obra matura. Trabalhando a partir de 1975 com uma câmara Hasselblad totalmente manual, cujo visor enquadrava o mundo num quadrado, Mapplethorpe começa a recorrer a exposições longas e composições metodicamente dispostas e ordenadas no seu estúdio para criar retratos, nus e naturezas-mortas, cujos equilíbrio, ordem e conteúdo redefiniram a fotografia como forma artística. Mapplethorpe tratou todos os seus temas com igual atenção e precisão, desde órgãos sexuais ou arranjos de flores até aos retratos de amigos, amantes, celebridades e colaboradores, transformando a fotografia numa performance controlada entre o artista e o seu sujeito. Controverso e classicista, o interesse pioneiro de Mapplethorpe por sexo, género e raça reflete-se em imagens de corpos, prazer e desejo homossexuais e não heteronormativo e em fotografias suspensas na tensão — como acontece na totalidade da obra do artista — entre a intensidade emotiva e política dos seus conteúdos e a clareza da sua composição. Todas as obras de arte expostas são propriedade da Robert Mapplethorpe Foundation, Nova Iorque. Exposição organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves e comissariada por João Ribas com coordenação de Paula Fernandes. AVISO: A exposição "Robert Mapplethorpe: Pictures" tem imagens que podem ferir a sensibilidade de algumas pessoas. Imagem: Robert Mapplethorpe, Self Portrait,1983 © Robert Mapplethorpe Foundation. Used by permission. Mecenas Exclusivo do Museu e da Exposição
![]() ![]() O catálogo da exposição reúne, pela primeira vez em português, uma das mais completas revisões da obra de Mapplethorpe da autoria do historiador da arte Jonathan K. Nelson, um curto mas penetrante prefácio de Susan Sontag a um dos álbuns de retratos do artista e uma conversa deste com o escritor e cineasta e artista americano Gary Indiana. Com introdução curatorial de João Ribas e prefácio de Michael Ward Stout (Presidente da Robert Mapplethorpe Foundation) a publicação reproduz as 159 obras em exposição. 250 x 320 cm c. 400 pp Capa dura Bilingue POR/ENG Design: Pedro Nora Actividades Relacionadas
PENSAMENTO
22 SET (SÁB), 11H30 | Visita orientada à exposição por Michael Ward Stout, presidente do Conselho de Administração da Fundação Mapplethorpe 29 SET (SÁB), 17H00 | Conferência "MAPPLETHORPE E MICHELANGELO: A ARTE DA RENASCENÇA ENCONTRA O MUNDO MODERNO” no âmbito da exposição e das JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO, com Jonathan Nelson, Professor Associado de História da Arte na Universidade de Syracuse, em Florença (Jornadas Europeias do Património) 07 OUT (DOM), 12H00 | Visita orientada à exposição por Sónia Borges, educadora 20 OUT (SÁB), 17H00 | Conversa na exposição com Jack Walls e André Príncipe, artista Mais informação aqui. 27 OUT (SÁB), 15H30 | Visita orientada em Língua Gestual Portuguesa à exposição por Laredo, Associação Cultural 20 NOV (TER), 19H00 | Visita orientada à exposição Encontro exclusivo para Amigos de Serralves com Paula Fernandes, curadora do Museu de Serralves Mais informação aqui. 08 DEZ (SÁB), 17H00 | Visita orientada à exposição por Eduarda Neves, investigadora 09 DEZ (DOM), 12H00 | Visita orientada à exposição por Raquel Correia, educadora
CINEMA
29 NOV (QUI), 21H30 | Auditório de Serralves Mapplethorpe, Realização: Ondi Timoner Esta sessão resulta de uma parceria entre Serralves-Museu de Arte Contemporânea e o Queer Porto-Festival Internacional de Cinema Queer.
"HÁ LUZ NO PARQUE" 2018 | COM PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DE JOÃO PAULO FELICIANO DE 2018-07-13 a 2018-09-09
Desde 2015, a Fundação de Serralves ilumina o seu Parque durante as noites de verão. A edição deste ano de Há luz no Parque adita um novo conceito, contando com a participação especial do artista João Paulo Feliciano.A co...
"HÁ LUZ NO PARQUE" 2018 | COM PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DE JOÃO PAULO FELICIANO
DE 2018-07-13 a 2018-09-09
![]() Desde 2015, a Fundação de Serralves ilumina o seu Parque durante as noites de verão. A edição deste ano de Há luz no Parque adita um novo conceito, contando com a participação especial do artista João Paulo Feliciano. A colaboração de Feliciano neste Há luz no Parque terá distintas vertentes: por um lado, o artista irá instalar algumas das suas obras de luz; por outro, a sua intervenção estender-se-á à iluminação da Casa e à participação no desenho de luz do Parque. João Paulo Feliciano (Caldas da Rainha, 1963) começou a expor em meados dos anos 1980 e é atualmente um dos mais multifacetados artistas do panorama nacional. E se na sua obra encontramos instalação, objetos, pintura, desenho, fotografia, vídeo, som, design gráfico, arquitetura ou performance, é contudo pelos seus trabalhos com luz e peças luminosas que o seu nome é mais conhecido do grande público. Ao longo da sua carreira, Feliciano tem explorado com frequência os fenómenos e as tecnologias ligadas à luz e à iluminação: tipos de luz, lâmpadas, filtros, sistemas de controlo, sistema óticos, os mecanismos de percepção, as dimensões fenomenológicas da luz na sua relação com o espaço. A exposição individual que realizou no Museu de Serralves em 2004 centrou-se particularmente nessa área do seu trabalho: a luz e a cor na sua relação com o tempo, o espaço e a arquitetura. Para esta ocasião, João Paulo Feliciano selecionou um conjunto de obras que vão desde o final dos anos 1990 (White Cube/Color Cube, 1999) até à atualidade (Nostalgia e Temporary Lamp Sculptures, 2018). Na parede lateral do Museu, Feliciano irá instalar uma versão atualizada da peça Color Building, uma projeção de luz que fez parte da sua exposição de 2004 em Serralves, agora apresentada com outra combinação cromática. A diversidade de potenciais combinações cromáticas de Color Building deu origem a uma outra peça que estará em exposição: Color Studies for Color Building, uma sofisticada caixa de luz que exibe várias dezenas de possíveis combinações de três cores. Na zona mais remota do Parque, no meio do Prado e na quase total escuridão, Feliciano irá instalar White Cube/Color Cube, um cubo de intensa luz animada, com um programa aleatório que permite infinitas e surpreendentes evoluções cromáticas. As peças instaladas na Casa de Serralves serão visíveis do exterior. No entanto, mais do que instalar obras no interior, o artista irá intervencionar a iluminação habitual da Casa de Serralves, alterando assim marcante presença noturna do edifício. Entre as obras em exposição na Casa destaque-se Árvore sem sombra, uma árvore inteiramente construída com lâmpadas fluorescentes, pertencente à Coleção Berardo, e exposta anteriormente apenas na Assembleia da República em 2006, no âmbito da exposição "3D — Colecção Berardo na AR”. Em contraste total com a exuberância luminosa de Árvore sem sombra estará a peça já de 2018 Nostalgia, uma pequena escultura de mesa. No salão principal da Casa, Feliciano irá expor aquilo a que chama Temporary Lamp Sculptures: uma série de esculturas que recorrem a diversos tipos de lâmpadas e suportes, desenvolvida especificamente para a intervenção em Serralves. Bilhete: €5 (50% desconto para Estudantes, >65) Entrada gratuita para Amigos de Serralves ![]() Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO: 13 JUL (SEX), 21H00
Entrada gratuita. DJs João Paulo Feliciano, André Cepeda e Rui Toscano. Cocktail com bebidas generosamente oferecidas pela Super Bock.
VISITAS NOTURNAS AO PARQUE
Visite o Parque à noite, livremente ou em visitas orientadas e redescubra o seu encanto, ou deixe-se encantar pela primeira vez com este jardim histórico singular da arte paisagista europeia. VISITAS NOTURNAS ORIENTADAS AO PARQUE | 21h30-23h00 Com Educadores do Serviço Educativo: Anabela Pereira, André Rodrigues, Marco Ramos Nestas visitas noturnas ao Parque de Serralves, os participantes terão oportunidade de saber mais sobre a história e curiosidades do Parque enquanto partem à (re)descoberta dos seus espaços mais emblemáticos e das suas árvores mais notáveis, agora artisticamente iluminados. Uma experiência inesquecível a não perder. Datas: 20, 27 JUL, 3, 10, 17, 24, 31 AGO, 7 SET (SEX) 14, 21, 28 JUL, 4, 11, 18, 25 AGO, 1, 8 SET (SÁB) VIDA EM SERRALVES: TURNO DA NOITE | 21h30-23h00 Com Investigadoras do CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos): Raquel Ribeiro, Teresa Matos Fernandes A vida noturna em Serralves é animada e dura até de madrugada. Jogos de sedução e predação ditam as dinâmicas entre os diferentes intervenientes. Rãs, corujas e morcegos entre muitos outros são os foliões destas noites de verão. Juntemo-nos, nesta visita-guiada, celebrando a vida em todo seu esplendor de fenómenos naturais exclusivos do período noturno. Datas: 19, 26 JUL, 2, 9, 16, 23, 30 AGO, 6 SET (QUI) Acesso: 5€ (entrada livre para crianças até aos 12 anos de idade) Amigos de Serralves: 4,50€ Lotação: 35 adultos Notas: • as visitas orientadas têm uma lotação máxima de 35 participantes, mas não há reserva de bilhetes; os bilhetes estão disponíveis para compra online ou na receção do Museu; • as visitas orientadas podem assumir circuitos diferenciados mediante o público participante, de forma a incluir PMR (Pessoas com Mobilidade Reduzida)
WORKSHOPS DE FOTOGRAFIA NOTURNA NO PARQUE
25 JUL (QUA) , 11 AGO (SAB) e 07 SET (SEX), 21h As paisagens noturnas são encantadoras e misteriosas, potenciando a criatividade ao fotógrafo numa das vertentes mais espetaculares da fotografia. Tirando partido da instalação de luz "Há Luz no Parque”, esta é uma oportunidade imperdível para fotografar a paisagem única do Parque de Serralves iluminado. Uma proposta desafiante para uma saída noturna diferente! Neste workshop propomos que os participantes aumentem os seus conhecimentos técnicos e possam desta forma fazer ainda melhores fotografias noturnas. Os participantes devem estar munidos de uma câmara fotográfica digital que permita o controlo manual da exposição, da focagem, da sensibilidade e da temperatura de cor e um tripé. Não sendo obrigatório, recomenda-se o uso de um cabo disparador ou disparador remoto e as baterias carregadas. 25 JUL (QUA), 21h00 - Inscrições encerradas, por favor contacte-nos para mais opções através do email m.ferreira@serralves.pt Com Filipe Braga Com Filipe Braga Inscrição: 20€ Amigos de Serralves: 18€ Ponto de encontro: receção do Museu Lotação: 15 adultos Mínimo de participantes para realização: 8 Para qualquer esclarecimento por favor contacte m.ferreira@serralves.pt
VISITA EXCLUSIVA PARA AMIGOS
27 JUL (Sex), 21h30 | Parque de Serralves Encontro exclusivo para Amigos de Serralves ao Há Luz no Parque, com Marco Ramos, educador do Serviço Educativo Nesta visita noturna ao Parque de Serralves, os participantes terão oportunidade de saber mais sobre a história e curiosidades do Parque. Lotação: 30 pessoas Inscrições até: 25 JUL
ANISH KAPOOR: OBRAS, PENSAMENTOS, EXPERIÊNCIAS DE 2018-07-06 a 2019-02-17
Poucos artistas vivos do nosso tempo conseguiram o reconhecimento e a notoriedade de Anish Kapoor (Mumbai, 1954). A sua vasta e significativa obra escultórica é concebida para e à escala de corpos, cidades e paisagem, e d...
ANISH KAPOOR: OBRAS, PENSAMENTOS, EXPERIÊNCIAS
DE 2018-07-06 a 2019-02-17
![]() Poucos artistas vivos do nosso tempo conseguiram o reconhecimento e a notoriedade de Anish Kapoor (Mumbai, 1954). A sua vasta e significativa obra escultórica é concebida para e à escala de corpos, cidades e paisagem, e da profusão de contextos em que está instalada, desde a escala urbana de metrópoles como Londres, Nápoles, Nova Iorque e Chicago, até às encostas ondulantes de Inglaterra e da Nova Zelândia. Em anos recentes, Kapoor também tem sido convidado a apresentar o seu trabalho em alguns dos mais belos jardins formais do mundo, incluindo os Jardins de Kensington, em Londres, e o Palácio de Versalhes. O Museu e o Parque da Fundação de Serralves proporcionam ao encontro com a obra do artista uma plataforma de história política e ordem espacial diferentes. O conjunto constituído por uma moradia art déco, projetada por Charles Siclis e José Marques da Silva, os jardins formais de autoria do famoso arquiteto paisagista francês Jacques Gréber, jardins românticos, bosques e quinta, e o edifício de um museu contemporâneo, biblioteca e auditório projetado por Álvaro Siza, é considerado uma das mais harmoniosas combinações de arquitetura e paisagem da Europa. Neste contexto privilegiado, a exposição reúne uma seleção de trabalhos de exterior representativos da linguagem escultórica de Kapoor, para a qual a materialidade, a escala, o relacionamento com a arquitetura, a paisagem e o observador são fatores constitutivos. A sua escolha e a sua localização relativa no Parque de Serralves foram cuidadosamente definidas pelo artista para criar um itinerário através do tempo, do espaço, das formas de perceção e de atribuição de significado. A apresentação no espaço expositivo central do Museu de 56 maquetas de projetos executados e não executados concebidas nos últimos quarenta anos remete para a escala íntima do ateliê do artista, como espaço de pensamento e de experimentação. Anish Kapoor: Obras, Pensamentos, Experiências é comissariada por Suzanne Cotter e coordenada e produzida por Marta Moreira de Almeida, Diretora Adjunta do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. ![]() Anish Kapoor é considerado um dos escultores mais influentes a trabalhar nos nossos dias. Nasceu em Mumbai em 1954 e reside e trabalha em Londres. Estudou no Hornsey College of Art (1973–77) seguindo-se estudos pós-graduados na Chelsea School of Art, Londres (1977–78). Entre as mais recentes exposições individuais contam-se: Parque de la Memoria, Buenos Aires (2017); Museo d'Arte Contemporanea di Roma (MACR), Roma (2016); Museo Universitario Arte Contemporáneo (MUAC), Cidade do México (2016); Château de Versailles, França (2015); The Jewish Museum and Tolerance Center, Moscovo (2015); Sak?p Sabanc? Museum, Istanbul (2013); Martin-Gropius-Bau, Berlim (2013); Museum of Contemporary Art, Sydney (2012); Leviathan, Grand Palais, Paris (2011); e Royal Academy of Arts, Londres (2009). Entras encomendas de peças para exposição permanente contam-se Cloud Gate (2004) para o Millennium Park em Chicago; Orbit (2012) para o Olympic Park, Londres; Temenos (2010) em Middlesbrough; e Ark Nova (2013), a primeira sala de concerto móvel e insuflável, Japão. Anish Kapoor representou o Reino Unido na 44ª Bienal de Veneza (1990), com um projeto que lhe valeu o Premio Duemila, e ganhou o Prémio Turner em 1991. Foi eleito para a Royal Academy em 1999, recebeu o Premium Imperiale em 2011 e o Padma Bhushan em 2012. Em 2013 foi nomeado cavaleiro pelos seus serviços em prol das artes e foi laureado em 2017 com o Genesis Prize. Anish Kapoor: Obras, Pensamentos, Ideias / Works, Thoughts, Experiments. Serralves, Porto 2018 210 x 297 mm 288 pp Capa mole Bilingue POR/ENG Design: Brighten the Corners ISBN 978-972-739-361-9 Amplamente ilustrado com vistas da instalação em Serralves das obras expostas, o catálogo da exposição reúne a mais completa coleção até à data publicada de imagens do estúdio do artista. Contextualizam-nas ensaios e Suzanne Cotter (sobre a linguagem escultórica de Anish Kapoor, a importância do estúdio como lugar da conceptualização e experimentação subjacentes à sua obra ao longo de mais de 4 décadas) e do reconhecido psicanalista e escritor britânico Christopher Bollas (que, sob a ótica da teoria freudiana, analisa a prática artística de Kapoor como um parto, o ato de dar à luz objetos do inconsciente sob forma de escultórica). Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO: 6 JUL (SEX), 22H00
Cocktail de inauguração com presença de DJ. Bebidas gentilmente oferecidas pela Sogrape.
VISITAS ORIENTADAS
15 JUL (DOM), 12H00 | por Andreia Coutinho, educadora 21 JUL (SÁB), 15H30 | EM LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA por Laredo, Associação Cultural 15 SET (SÁB), 15H30 | EM LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA por Laredo, Associação Cultural 22 SET (DOM), 12H00 | por Raquel Sambade, educadora 30 SET (DOM), 12H00 | por Raquel Sambade, educadora 14 OUT (DOM), 11H00 | PERCURSO "Planeta Kapoor: Bilhete de Ida" por Andreia Coutinho, educadora
E DEPOIS, A HISTÓRIA - GO HASEGAWA, KERSTEN GEERS, DAVID VAN SEVEREN DE 2018-06-28 a 2018-10-15
Esta exposição propõe uma dupla conversa: por um lado, entre dois ateliês de arquitetura e, por outro, entre cada um deles, e a história da arquitetura.Esta dupla conversa coloca-se no centro de um dos debates mais interessan...
E DEPOIS, A HISTÓRIA - GO HASEGAWA, KERSTEN GEERS, DAVID VAN SEVEREN
DE 2018-06-28 a 2018-10-15
![]() Esta exposição propõe uma dupla conversa: por um lado, entre dois ateliês de arquitetura e, por outro, entre cada um deles, e a história da arquitetura. Esta dupla conversa coloca-se no centro de um dos debates mais interessantes da prática arquitetónica contemporânea e investiga o papel que a história da arquitetura - de passados recentes ou mais distantes - tem no trabalho duma nova geração de arquitetos. Os ateliês que participam nesta exposição são: OFFICE Kersten Geers, David Van Severen e Go Hasegawa & Associates, sediados respetivamente em Bruxelas e Tóquio. Kersten Geers, David Van Severen e Go Hasegawa pertencem a uma geração nascida na segunda metade dos anos setenta, que não só tem desenvolvido uma consistente série de projetos e obras, mas também apresentam uma clara posição teórica. As suas vozes estão muito presentes e são ouvidas com força na conversa mais ampla que a disciplina da arquitetura está a desenvolver nesta segunda década do século XXI. Exposição organizada pelo Canadian Centre for Architecture (CCA), e comissariada por Giovanna Borasi, curadora geral no CCA. Adaptação curatorial por Carles Muro, curador adjunto dos programas de arquitetura do Museu de Serralves. Fotos de Kyodo House e Villa Schor por Stefano Graziani Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO: 28 JUN (QUI), 19H00
19H00 | Visita orientada com Giovanna Borasi e Carles Muro 20H00 | Cocktail
29 JUN (SEX), 18H30 | AUDITÓRIO DE SERRALVES
PALESTRAS/ CONVERSA: "BESIDES, HISTORY: GO HASEGAWA, KERSTEN GEERS, DAVID VAN SEVEREN"
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS: MARTINE SYMS - LESSONS I- CLXXX DE 2018-06-14 a 2018-09-30
Martine Syms (Los Angeles, California, USA, 1988) é uma artista residente em Los Angeles. Recorrendo ao vídeo e à performance, Syms examina representações de negritude e a sua relação com a narrativa, o vernáculo, o ...
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS: MARTINE SYMS - LESSONS I- CLXXX
DE 2018-06-14 a 2018-09-30
![]() Martine Syms (Los Angeles, California, USA, 1988) é uma artista residente em Los Angeles. Recorrendo ao vídeo e à performance, Syms examina representações de negritude e a sua relação com a narrativa, o vernáculo, o pensamento feminista e as tradições raciais. A sua obra engloba temas tão diversos como afro-futurismo, teoria queer, o poder da linguagem e a natureza espiritual da cor púrpura. Projetos Contemporâneos: Martine Sysms apresenta Lessons I-CLXXX, uma obra em curso constituída por vídeos de trinta segundos – um poema cumulativo cuja estrutura se desenvolve de forma aleatória. Imagens desconexas de experiências e sujeitos que se acumulam num aglomerado de narrativas fragmentárias relacionadas (direta a acidentalmente) com a vida dos negros americanos. Retirados de uma miríade de fontes e contextos – incluindo vídeos do Youtube, programas de televisão dos anos 1980 e material filmado do arquivo pessoal da artista – esses fragmentos autónomos formam um corpus crescente que Syms compila desde 2014. Exposição organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves e comissariada por João Ribas, diretor do Museu. Mecenas da Exposição
![]() Martine Syms (n. 1988, Los Angeles) usa vídeo e performance para explorar várias representações da cultura negra. As suas exposições recentes incluem Projects 106: Martine Syms, Museum of Modern Art; Borrowed Lady, Simon Fraser University Galleries, Vancouver; Fact and Trouble, ICA, Londres; COM PORT MENT, Karma International, Los Angeles; Vertical Elevated Oblique, Bridget Donahue Gallery, Nova Iorque. Atualmente é gerente da Dominica Publishing, uma editora dedicada à exploração da cultura negra no campo da cultura visual. É membro do corpo docente da School of Art do California Institute of the Arts.
Actividades Relacionadas
VISITAS ORIENTADAS
29 JUL (DOM), 12H00 | VISITA ORIENTADA por Joana Nascimento, educadora 23 SET (DOM), 12H00 | VISITA ORIENTADA por Joana Nascimento, educadora |